Para onde você vai, Speed Racer?
Em época de tantos doces como no nome da banda pop-disco Glass Candy e no álbum de Madonna, Hard Candy, o qual, aliás, abre com a faixa Candy Shop, só uma coisa me vinha à cabeça durante a exibição de Speed Racer: candies.
Dirigido e escrito pela dupla Andy e Larry Wachowski (da trilogia Matrix), o longa lembra um enorme pote de balas com suas mil cores estourando pela tela. Não é preciso nem 15 minutos (dos seus intermináveis 135) para descobrir onde essa doceria vai dar.
Os irmãos diretores fizeram uma opção clara pelo farsesco. Tudo está acima do tom: as cores, os sorrisos, interpretações, cenário. Repleto de efeitos visuais, eles não tinham, como na maioria dos casos, nenhuma intenção que isso parecesse real (pelo menos, é melhor acreditar que não tiveram. rs).
A história, que estreou como desenho animado em 1967 na tevê americana, foi transportada para o cinema com os mesmos personagens originais e centrada, claro, no herói que dá nome ao filme. Speed é um garoto íntegro, família e habilidoso que dirige seu Mach 5 pelas corridas de carros, driblando os magnatas das empresas, os quais tramam vitórias, fajutam provas, fazem conchavos e esmagam os inimigos.
Em alguns momentos fica difícil saber se você está assistindo a um filme, um desenho ou a um video game. Seria o efeito do tal look “retrô-futurista” que o produtor Joel Silver queria dar? Humpf.
No elenco (totalmente mal escalado): Susan Sarandon (sim, ela erra às vezes; alguém se lembra de Lado a Lado com a Julia Roberts?), Christina Ricci (num papel tão errado quanto a Hilary Swank em Dália Negra - ambas são tão sexy quanto uma escova de dentes) e Emile Hirsch (a melhor atuação do cinema no ano passado - por Na Natureza Selvagem - tão disperdiçado que seus melhores momentos resumem-se em pôr e tirar o capacete).
Enfim. Num dia em que é aberta a 61ª edição do Festival de Cannes, quando, aliás, já estava sendo cobrado para falar dele, eu resolvo assistir Speed Racer. É, a vida é cheia de incoerências mesmo.
Ah, e os doces? Estamos mais para empanadas no momento. E das bem temperadas.
Cotação (de 0 a 5): 1,0 - Azedou

Maio 15, 2008 às 10:57 am
Eu digo q este tipo d filme é feito pra purgar a mente. Contudo, a diluição do flashback não atrapalhou a narrativa, muito pelo contrário! As tantas idas e vindas ao passado foram bem das boas
O q a gente vai ver a seguir? Smacks!
Maio 15, 2008 às 11:30 am
Vc gostou disso?
A sucessão interminável de flash backs em mim provocou mais efeito do que uma cartela inteira de Dramin. rs
Sem contar as “gags” do irmãozinho-metido-a-engraçado que deixa os filmes do Renato Aragão adultos de tão infames!
Maio 15, 2008 às 5:37 pm
achei um charme a christina ricci de corte chanel
isso deve estar na moda, a cate blanchett aparece usando um também no filme do indiana jones
Maio 15, 2008 às 5:48 pm
Eu achei-a bonita e carismática, como sempre.
Mas esse papel não era pra ela.
Precisava de menos talento e mais sex appeal.
Bjo.
Maio 15, 2008 às 9:23 pm
Pois é, eu não assisti e nem pretendo. Já não me basta o trauma de infância de viver intensas angústias com o fato de Speed nunca sacar que o corredor X era seu irmão (ups, será que revelei algo que ninguém sabia?), neste, o Match nem é 5, é 6. Uma pena, porque 5 em japonês é GO e dava muito mais sentido. Enfim…
Maio 15, 2008 às 10:17 pm
Esse filme nunca me enganou!