Violência em Família: Tragédias que não emocionam
Qual o limite que separa o amor da mais pura obsessão? O cinema é pródigo em retratar famílias desajustadas ou aquelas cuja argamassa de união é o crime. Mas poucas vezes o nível de confusão psicológica dos personagens é parecido com o de Violência em Família, filme do diretor Paul Goldman, em cartaz nos cinemas.
A história gira em torno de Katrina (Emily Barclay), produto da criação de um pai permissivo. Ela tem uma filha pequena e um namorado que a idolatra, mas a única coisa que a interessa de fato na vida é o irmão. Este, por sua vez, foi condenado à prisão perpétua por degolar uma pessoa num assalto. No alto de sua insanidade, Katrina passa a planejar o assassinato do próprio pai para que consiga herdar e vender a casa e com isso ter mais recursos para a defesa do irmão.
Filmes como esse tendem a nos fazer identificar com os vilões. Não é raro nos pegarmos torcendo para eles se darem bem, porque são sedutores, inteligentes, nos despertam uma sensação de poder, de controle do próprio destino, que nem sempre temos. Um exemplo disso é um insano e envolvente Christian Bale em Psicopata Americano (2001).
Não é o caso de Violência em Família. O espectador tem um distanciamento, como se visse a cena através de um véu que o impedisse de mergulhar na história, premissa básica de qualquer ficção. Nem a abordagem no estilo documentário ajuda em uma aproximação. Um pouco menos de pretensão e mais sensibilidade não fariam mal ao diretor australiano.
Cotação (0 a 5): 2,0 – Pastel de vento

Agosto 16, 2008 às 11:32 am
márcio, faltou a nota!
achei interessante vou ver.
Agosto 16, 2008 às 12:29 pm
Eita, é verdade.
Atuallizei já.
Brigado rs
Agosto 19, 2008 às 4:31 pm
E tem um post no meu, esperando por você!