O Procurado: Mate muitos e salve alguns
Talvez seja limitação deste jornalista ao constatar que com exceção de Batman – O Cavaleiro das Trevas, nenhum filme de ação empolga-me o suficiente hoje em dia. Os roteiros seguem um esquema milimétrico com doses contadas como numa prescrição médica para te deixar agitado, depois tenso, leve e por que não excitado, quando os corpos dos protagonistas se desnudam. Essa receita é seguida à risca em O Procurado, em cartaz nos cinemas.
O longa é uma produção americana do diretor cazaque Timur Bekmambetov, cuja trama gira em torno de um sociedade secreta auto-denominada Fraternidade. Eles são assassinos profissionais que seguem uma lógica bastante particular: matam pessoas cujos nomes são revelados por um tal Tear do Destino, com a intenção de livrar a humanidade dos mesmos.
O intuito do diretor é que você se identifique com Wesley (James McAvoy), um contador que sofre de ansiedade, com uma chefe que se porta como uma bruxa, um colega de trabalho que tem caso com a sua namorada e nenhum sentido na vida. Mais perdedor impossível. A ele é apresentada a Fraternidade através de Fox (Angelina Jolie), cada vez mais tatuada e sexy e com pouquíssimas falas durante o filme.
O pressuposto é tão improvável quanto a maioria das cenas do filme. Ressalta-se que, ao menos, elas são muitíssimo bem realizadas, algumas de tirar o fôlego. Curioso notar que os “mocinhos” não dão a mínima para as dezenas de pessoas inocentes que morrem pelo caminho. No fim, você compra um filme que tem como lema “mate um, salve milhões” mas acaba levando o contrário.
Cotação (de 0 a 5): 2,5 – Petisco básico


Agosto 29, 2008 às 3:48 pm
E a Reese Winterspool, vc não foi entrevistar??
)
Agosto 31, 2008 às 10:35 am
Pois é, não pra ficar saindo do trampo “oficial” todo dia atrás das starlets…rsrs
Mas acho que ela superou minha ausência.
Bjo.