Arte e aids são tema de mesas de debate no Distrito Federal

Posted in Sugestão da casa on abril 4, 2010 by claesen

arte-aids

Em todas as quartas-feiras de abril, às 19h, obras de arte que falam de HIV/aids dentre homens que fazem sexo com homens serão tema de debate no Distrito Federal. O conjunto de bate-papos “A – Arte e Aids”, promovido pela ONG Palco Comparsaria Primeira de Talentos, falará sobre cinema, música, artes plásticas e literatura. Um tema a cada encontro. Todos com foco na vivência gay, bissexual masculina ou simplesmente de homens que fazem sexo com homens.

O objetivo, explica o coordenador de eventos da ONG, Sérgio Machado, é ver como diferentes criações em cada área falam da epidemia. E aí há lições de superação, perda, medo, força e esperança. Filmes tais como Filadélfia, o cantor Cazuza e obras do americano Keith Haring são exemplos de pontos para a discussão.

O evento é gratuito e será realizado a partir das 19h30 no SCS, Ed. JK, Sala 131.

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Num ano de britânicos, Kate Winslet é a grande estrela do Globo de Ouro

Posted in Buffet variado with tags , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 12, 2009 by claesen

katewinslet

“Vocês têm que me desculpar, porque eu tenho o hábito de não ganhar as coisas”. Foi dessa maneira que a britânica Kate Winslet começou seu agradecimento ao receber o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante por The Reader. O que Kate não poderia imaginar é que a 66ª cerimônia de entrega do prêmio da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood estava determinada a corrigir o erro ignóbil de sempre ignorá-la. Dez minutos antes do final das longas três horas de premiação, a atriz foi reconhecida novamente, dessa vez com o prêmio de melhor atriz de drama por Revolutionary Road, no qual é dirigida por seu marido, Sam Mendes.

Se era dado como certo de que Meryl Streep venceria em pelo menos uma das categorias em que era indicada – melhor atriz de drama e melhor atriz de comédia/musical – muitos esqueceram de apostar em Kate. Afinal, na categoria principal ela teria que bater, além de Meryl – sempre ótima -, em Angelina Jolie num excelente desempenho, e ainda na queridinha da crítica, Anne Hathaway.  E o furacão britânico atropelou não só as americanas, como também a espanhola Penélope Cruz,  favorita absoluta na categoria coadjuvante. Kate fez história ao receber dois prêmios de atuação, no mesmo veículo – cinema -, no mesmo ano. Vai ser difícil ela não receber sua primeira estatueta do Oscar no próximo mês.

Emocionante também foi a surpresa de Sally Hawkins, outra britânica, ao receber seu globo de melhor atriz de comédia/musical, por Happy-Go-Lucky. E a elas se juntou mais um britânico: Danny Boyle. Quem diria que o homem que fez Transpotting e Cova Rasa um dia estaria como o mais premiado de uma noite tão estrelada em Hollywood? Seu filme, Slumdog Millionaire, levou para casa os quatro prêmios em que concorria: melhor filme – drama, diretor, roteiro e trilha sonora.

Confirmando o previsto, o australiano Heath Ledger recebeu o globo póstumo de ator coadjuvante merecidamente por Batman – O Cavaleiro das Trevas, a Pixar arrebatou melhor animação para WALL-E e o supervalorizado Vicky Cristina Barcelona o de melhor filme – comédia/musical. The Wrestler levou a melhor canção para o tema homônimo composto por Bruce Springsteen e também o melhor ator em drama para Mickey Rourke. Engraçado foi ver Rubens Ewald Filho, na transmissão pela tevê, desancando Rourke. “Esquisitão” foi o adjetivo mais sutil usado pelo crítico. A língua venenosa de Ewald estava afiada e sobrou também para Laura Dern (“mas que pena , uma atriz tão boa, feia né?”) e muitas alfinetadas na HBO.

Colírio para os olhos, o irlandês Colin Farrell, que parecia ter feito um curso com Nicole Kidman do tipo “como ser bom ator e se envolver em 38 filmes ruins consecutivamente”, arrebatou o prêmio em comédia/musical por Na Mira do Chefe, jogando a má sorte de lado. Espero que ele não se inscreva agora no curso que a minha querida Julianne Moore ministra chamado “como ser excelente atriz e só se envolver em produções cujos temas ou papéis sejam polêmicos e mal vistos pelo grande público”.

Apesar de demorada, foi bom ver, além de algumas ótimas escolhas, várias veteranas no mesmo lugar. Meryl Streep, Glenn Close, Shirley MacLaine, Susan Sarandon, Emma Thompson, Jessica Lange, Sally Field, Eileen Atkins. Vamos combinar que se caísse uma bomba durante a cerimônia, Hollywood não teria quem fizesse os papéis de vovós a partir de 2010. Ah sim. Judi Dench não foi. Bem, ela teria que se desdobrar bastante no futuro. Graças a Deus, tudo correu em paz.

Daqui a duas semanas, é a vez do SAG Awards, o prêmio do Sindicato dos Atores. Como bem disse Leonardo Cruz na Folha deste domingo, lugar-comum e pura besteira achar que Globo de Ouro é uma prévia do Oscar. Há muito tempo que não é mais assim. Os prêmios dos sindicatos sim, revelam a verdadeira tendência dos votantes, uma vez que quase todos eles são filiados em seus respectivos sindicatos. Para os Globos, fica a fama da festa importante mais informal de Hollywood, os agradecimentos longos, as quebras de protocolo e muito pouca tendência. Mas Kate está dentro. Isso é certeza.

Melhores do Ano no Cinema

Posted in Buffet variado with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 3, 2009 by claesen

Apesar do Digestão ainda não ter completado um ano, o meu Claesen Awards para os melhores do cinema existe há bastante tempo.  Difícil para um cinéfilo não sair do cinema sem dar estrelinhas para um filme, sem elencar mentalmente as melhores qualidades do que acabou de assistir e também fazer, no final do ano, uma lista com o que de melhor viu e compará-la com a de outros cinéfilos e com os prêmios americanos.

Dezenas de anotações depois, mais de uma centena de filmes vistos, eis os melhores do ano divididos em 21 categorias, a maioria delas inspirada no Oscar, acrescidas de mais quatro que sempre gostei de fazer:

 MELHOR FILME

  • Do Outro Lado
  • Gomorra
  • O Segredo do Grão
  • Sinédoque, Nova York
  • Sweeney Todd

     O MELHOR FILME

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      Sinédoque, Nova York

MELHOR DIRETOR

  • Abdellatif Kechiche (O Segredo do Grão)
  • Charlie Kaufman (Sinédoque, Nova York)
  • Fatih Akin (Do Outro Lado)
  • Matteo Garrone (Gomorra)
  • Tim Burton (Sweeney Todd)

O MELHOR DIRETOR

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        Charlie Kaufman

 

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

  • A Era da Inocência
  • Do Outro Lado
  • O Segredo do Grão
  • Queime Depois de Ler
  • Sinédoque, Nova York

O MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

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Sinédoque, Nova York

 

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

  • Desejo e Reparação
  • Gomorra
  • Longe Dela
  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Sweeney Todd

        O MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

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Desejo e Reparação

 

MELHOR ATOR

  • Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)
  • Johnny Depp (Sweeney Todd)
  • Marc Labreche (A Era da Inocência)
  • Philip Seymour Hoffman (Sinédoque, Nova York)
  • Sam Riley (Control)

                                                                                                 O MELHOR ATOR

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Johnny Depp

 

MELHOR ATRIZ

  • Anne Hathaway (O Casamento de Rachel)
  • Ellen Page (Juno)
  • Helena Bonham-Carter (Sweeney Todd)
  • Julianne Moore (Ensaio Sobre a Cegueira)
  • Leandra Leal (Nome Próprio)

A MELHOR ATRIZ

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Julianne Moore

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE

  • Brad Pitt (Queime Depois de Ler)
  • Heath Ledger (Batman – O Cavaleiro das Trevas)
  • Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez)
  • Ralph Fiennes (A Duquesa)
  • Tommy Lee Jones (Onde os Fracos Não Têm Vez)

O MELHOR ATOR COADJUVANTE     

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Heath Ledger

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

  • Frances McDormand (Queime Depois de Ler)
  • Romola Garai (Desejo e Reparação)
  • Rosemarie DeWitt (O Casamento de Rachel)
  • Samantha Morton (Sinédoque, Nova York)
  • Sandra Corvelone (Linha de Passe)

      A MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

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Samantha Morton

 

MELHOR SEQUÊNCIA DRAMÁTICA

  • A explosão de gás (Sangue Negro)
  • Dança do ventre (O Segredo do Grão)
  • Primeiro dueto (Once – Apenas uma Vez)
  • Rock’n’Roll Queen (Rocknrolla)
  • Sequência final (Hanami – Cerejeiras em Flor)

A MELHOR SEQUÊNCIA DRAMÁTICA    

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Hanami – Cerejeiras em Flor

 

MELHOR SEQUÊNCIA CÔMICA

  • Dancing Queen (Mamma Mia!)
  • Esclarecimento para as amigas (Irina Palm)
  • Loja de tortas (Sweeney Todd)
  • Primeira punheta (Irina Palm)

A MELHOR SEQUÊNCIA CÔMICA

Sweeney Todd

 

ATOR MAIS GOSTOSO

  • Brad Pitt (Queime Depois de Ler)
  • James McAvoy (O Procurado)
  • Jason Lewis (Sex and the City – O Filme)
  • Tom Hardy (Rocknrolla)
  • Will Smith (Hancock)

   O ATOR MAIS GOSTOSO

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Tom Hardy

 

ATRIZ MAIS GOSTOSA

  • Angelina Jolie (O Procurado)
  • Ludvigne Seigner (Uma Mulher Dividida em Dois)
  • Natalie Portman (Um Beijo Roubado)
  • Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
  • Rachel Bilson (Jumper)

           A ATRIZ MAIS GOSTOSA

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Angelina Jolie

 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

  • Batman – O Cavaleiro das Trevas
  • Desejo e Reparação
  • Elizabeth – A Era de Ouro
  • Sinédoque, Nova York
  • Sweeney Todd

          A MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

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Sweeney Todd

 

MELHOR FOTOGRAFIA

  • Ensaio Sobre a Cegueira
  • Gomorra
  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Sweeney Todd
  • Um Beijo Roubado

A MELHOR FOTOGRAFIA

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Um Beijo Roubado

 

MELHOR FIGURINO

  • A Duquesa
  • Desejo e Reparação
  • Elizabeth – A Era de Ouro
  • Sex and the City – O Filme
  • Sweeney Todd

       O MELHOR FIGURINO

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Elizabeth – A Era de Ouro

 

MELHOR MONTAGEM

  • Batman – O Cavaleiro das Trevas
  • Desejo e Reparação
  • Gomorra
  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Sinédoque, Nova York

     A MELHOR MONTAGEM

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Onde os Fracos Não Têm Vez

 

MELHOR TRILHA SONORA

  • Desejo e Reparação
  • Once – Apenas Uma Vez
  • Rocknrolla
  • Sinédoque, Nova York
  • Sweeney Todd

     A MELHOR TRILHA SONORA

Desejo e Reparação

 

MELHOR CANÇÃO

  • “Falling Slowly”, Glen Hansard & Markéta Irglová (Once – Apenas uma Vez)
  • “If You Want Me”, Glen Hansard & Markéta Irglová (Once – Apenas uma Vez)
  • “I’m a Man”, Black Strobe (Rocknrolla)
  • “Tire Swing”, Kimya Dawson (Juno)
  • “When Your Minds Made Up”, Glen Hansard & Markéta Irglová (Once – Apenas uma Vez)

     A MELHOR CANÇÃO

“Falling Slowly” – Once – Apenas uma Vez

MELHOR SOM

  • Batman – O Cavaleiro das Trevas
  • Gomorra
  • Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Sweeney Todd

   O MELHOR SOM

Batman – O Cavaleiro das Trevas

 

MELHORES EFEITOS VISUAIS

  • Batman – O Cavaleiro das Trevas
  • Hancock
  • Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
  • Jumper
  • O Procurado

        OS MELHORES EFEITOS VISUAIS

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO

  • Eu Sou Porque Nós Somos
  • Fumando Espero
  • Patti Smith – Sonho de uma Vida
  • Shame

         O MELHOR DOCUMENTÁRIO

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Shame 

Balanço geral

No final das contas, os favoritos foram:

Sinédoque, Nova York que ficou com 4 prêmios de suas 8 indicações;

Sweeney Todd com 3 de 11 indicações;

Batman – O Cavaleiro das Trevas com 2 de  5 indicações;

e Desejo e Reparação com 2 de 5 indicações.

Um ano com vários bons roteiros originais, excelentes atrizes (tanto entre as protagonistas como entre as coadjuvantes inúmeras boas ficaram de fora) e uma dúzia de trilhas sonoras inesquecíveis –  tão díficil quanto escolher as cinco finalistas foi ter optar por uma delas, mas creio que a de Desejo e Reparação inscreve-se na história do cinema mundial e não podia passar em branco.

É isso. Desejo a todos um 2009 abarrotado de filmes incríveis e inesquecíveis para cada um!

Os Melhores do Ano na Música

Posted in Buffet variado with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 30, 2008 by claesen

 

Apesar de estar um pouco distante do Digestão nos últimos meses, em boa parte de 2008 falamos bastante de música por aqui. Novos vídeos, novos álbuns, bandas do mainstream ou pouquíssimo conhecidas garimpadas pelo mundo afora. Pois bem, o post de hoje traz o que de melhor rolou na música neste ano na opinião deste blog.

MELHOR BANDA REVELAÇÃO

thelastshadowpuppets

Assumindo suas raízes pop ou resgatando elementos rock dos 70’s ou dos até 60’s, duas bandas britânicas, duas americanas (com metade brasileira) e uma norueguesa foram os destaques do ano:

1. The Last Shadow Puppets

2. Blondfire

3. The Ting Tings

4. The Micropops

5. MGMT

MELHOR CANTORA REVELAÇÃO

santogold

Num ano em que tantas britânicas despontaram (Adele, Estele, Leona Lewis), este Top 5 vai também do resgate dos 60’s a uma quase (eu disse quase) cópia perfeita dos 80’s.  Bastante cosmopolita, a lista traz uma americana, uma britânica, uma sueca, uma norueguesa e uma neozelandesa:

1. Santogold

2. Lykke Li

3. Duffy

4. Ida Maria

5. Ladyhawke

MELHOR VÍDEO

Se no ano passado tivemos o sensacional clipe do Justice e a alegria coreografada da Feist, em 2008 as idéias ficaram mais modestas.  No entanto, substituindo as câmeras por scanners e lasers na captação das imagens, é difícil não escolher Radiohead (que chega ao Brasil em março) como o vencedor na categoria. Uma brincadeira com tarjas pretas que recobrem um montão de gente pelada, uma maçã como centro do universo e a luta altamtente sexy entre dois garotos estão entre os escolhidos do ano (clique no título para ver o vídeo):

1. Radiohead, “House of Cards”

2. Santogold, “L.E.S. Artistes”

3. The BPA, “Toe Jam”

4. The Presets, “This Boy’s in Love”

5. Weezer, “Pork & Beans”

6. Yeasayer, “Wait for the Summer”

7. Keane, “Spiralling”

8. Ladytron, “Runaway”

9. Roisín Murphy, “Movie Star”

10. R.E.M., “Man-Sized Wreath”

MELHOR ÁLBUM

Em 2008, muita gente achou o hype em torno dos aussies Cut Cupy (da mesma terra do The Presets) um exagero, teve gente que não se dobrou ao MGMT, que passou pelo Brasil, assim como o neo-disco do Glass Candy. Os Ting Tings viraram mainstream num piscar de olhos, parando até em trilha de novela global. Outros não acharam os recentes trabalhos de Ladytron e Madonna à altura de sua discografia. Do cinema, um delicado filme, Once, ganhou Oscar de melhor canção e trouxe uma trilha irrepreensível. Falem o que quiserem, mas o álbum do Blondifre (banda composta por dois irmãos com ascendência brasileira) é uma coleção de pérolas pop, definidos lá fora como uma banda sexy e intoxicante. E ainda tem The Last Shadow Puppets, que reuniu os vocalistas do Arctic Monkeys, Alex Turner e The Rascals, Miles Kane e conseguiu ser tão boa (ou até mais) que as bandas originais. Segue o Top 10:

1. The Last Shadow Puppets, “The Age of Understatement” (acima)

2. Blondfire, “My Someday”

3. Ladytron, “Velocifero”

4. Glen Hansard & Marketa Irglová, Trilha Sonora do Filme “Once – Apenas uma Vez”

5. The Presets, “Apocalypto”

6. Cut Copy, In Ghost Colours

7. Glass Candy, B/E/A/T/B/O/X

8. The Ting Tings, “We Started Nothing”

9. Madonna, “Hard Candy”

10. MGMT, “Oracular Spectacular”

MELHOR CANÇÃO

Sem sombra de dúvida, a categoria mais difícil. Apesar de muitos críticos resmugarem de que não foi um ano de músicas que entrarão para a história, diversas canções marcaram o ano e, se elas tornar-se-ão inesquecíveis ou não, o tempo irá dizer (clique no título para conhecê-las):

1. The Last Shadow Puppets, The Age of Understatement

2. Glen Hansard & Markéta Irglová, Falling Slowly

3. MGMT, Time to Pretend

4. Glass Candy, Beatific

5. Hercules & Love Affair, Blind

6. The Last Shadow Puppets, Standing Next to Me

7. Blondfire, Pretty Young Thing

8. Miss Kittin, Grace

9. Blondfire, All in My Mind

10. The Ting Tings, Great DJ

BÔNUS

Completam a lista das melhores, numa espécie de Top 23:

Glass Candy, Candy Castle

MGMT, Electric Feel

Madonna, Heartbeat

Cut Copy, Lights and Music

Ladytron, Black Cat

Ladytron, Versus

Hot Chip, Ready for the Floor

M83, Kim & Jessie

The Ting Tings, That’s Not My Name

The Presets, This Boy’s in Love

Miss Kittin, Kittin Is High

Neon Neon, I Lust U

Femme Fatale, Berlin

BÔNUS BÔNUS

Integram uma espécie de Top 55:

Lykke Li, I’m Good I’m Gone

Black Ghosts, Someway Through This

Keane, Spiralling

The Last Shadow Puppets, Calm Like You

Santogold, L.E.S. Artistes

MGMT, Kids

The Micropops, Moonlight

Cajun Dance Party, Time Falls

Blondfire, My Someday

Glen Hansard & Markéta Irglová, If You Want Me

Michael Cera & Ellen Page, Anyone Else But You

Ida Maria, Queen of the World

Death Cab for Cutie, I Will Possess Your Heart

Blondfire, Oxygen

Empire of the Sun, Walking on a Dream

Cut Copy, Feel the Love

The Last Shadow Puppets, My Mistakes Were Made for You

Madonna, Candy Shop

Sam Sparro, Black and Gold

Cajun Dance Party, The Next Untouchable

Veto, Duck Husk and Be Still

Glen Hansard & Marketa Irglová, When Your Minds Made Up

CSS, Rat Is Dead

Glasvegas, Daddy’s Gone

Kymia Dawson, Tire Swing

The Raveonettes, Aly, Walk With Me

Duffy, Mercy

The Ting Tings, Shut Up and Let Me Go

Ladytron, Runaway

The Last Shadow Puppets, In My Room

Ladytron, Predict the Day

Au Revoir Simone, Fallen Snow

Madonna no Brasil: she takes my breath away

Posted in Música with tags , , , on dezembro 19, 2008 by claesen

 

Madonna kicks off her highly anticipated Sticky & Sweet Tour promoting Number One album Hard Candy at the Millennium Stadium on August 23, 2008 in Cardiff, Wales.

Foi uma espera longa. Depois do vexame de ter fechado contrato para se apresentar no Brasil e de ter voltado atrás em 2006 (porque o Japão ofereceu mais dinheiro), Madonna resolveu dar o ar da graça. Dessa vez com a Sticky & Sweet Tour. Quinze anos nos separavam de sua passagem por aqui, quando, lá no distante novembro de 1993, ela fez um show no Maracanã e outro no Morumbi.

Depois do lançamento de seu mais recente álbum (Hard Candy) em abril, da correria e confusão para comprar os ingressos para a turnê em setembro, de termos sido bombardeados o ano todo pelo cumpleaños mais famoso da década – os 50 anos da diva – e vermos especiais sobre a cantora em todas as mídias possíveis, confesso que estava de saco cheio de ouvir um assobio que fosse de Give it 2 Me na fila do metrô.

É duro ter que assumir, mas a balbúrdia toda em torno dela justifica-se. No país desde sexta-feira, dia 12, a Rainha do Pop é o assunto principal no eixo Rio-São Paulo. No Rio, no último fim de semana, onde quer que você estivesse, só se falava em Madonna. Ingressos para os seus shows eram vendidos por cambistas na praia ao lado das atrações turísticas da cidade, como o Pão de Açúcar, por exemplo.

Lugar-comum dizer que choveu em sua primeira apresentação no país. As imagens de um integrante do staf dela empunhando um guarda-chuva para proteger a pop star em suas performances na passarela central do palco foi destaque em diversos veículos de comunicação. Foi tudo em grande escala: muita chuva, muitas celebridades, muitíssimo bem organizado (pelo menos a área vip), muita empolgação do público e muita simpatia da cantora. Musiquinha improvisada para parar a chuva no show domingo, camiseta do Brasil na segunda e muitos sorrisos em ambos os dias.

Para quem, como eu, achava que o Rio seria a única exceção de um show milimetricamente ensaiado que não dá vazão a nenhum improviso, cometeu um engano. Em São Paulo, a mulher foi ainda mais simpática, mais carismática e quebrou seu próprio protocolo de novo.

A espera cansativa ao extremo e angustiante – antes do show a xingávamos de todos os nomes e a vaiávamos – foi objeto de uma grande mágica. Foi só a mulher aparecer no seu trono e dar uma piscadinha para nós que nos derretemos todos, tal qual uma verdadeira mulher de malandro.

A sensação de estarmos diante da mulher mais famosa e poderosa da música é única. Se ela resolve fazer uma reverência ao seu público, aliando seu altíssimo aparato técnico com uma dose considerável de emoção, aí então ela nos pega pela proa e não sobra mais nada. Estamos entregues.

Bem diferente da Madonna de 1993, altamente sexy com seus figurinos fetichistas da época de Erótica, mas bastante distante do público, agora pude revê-la no mesmo lugar e me deparar não só com um show diferente, mas também com uma nova cantora. Há defeitos, claro. Ela desafina algumas vezes, o figurino da última parte do show é de gosto duvidoso (o que são as ombreiras em 4 minutes a la Janet Jackson, minha gente?), a última canção, Give it 2 Me, carece de uma coreografia melhor e jamais deveria ser o encerramento e ela usa base vocal pré-gravada (um eufemismo para o playback) em várias canções. Mas nada disso importa quando estamos diante dela.

Em You Must Love Me, a emoção aflorou até na super controlada e técnica pop star. As lágrimas estavam prestes a inundar os seus olhos (nos de muita gente, como eu, inundaram fácil antes do metade da canção). Como um ser criado nos anos 80, o segundo bloco do show, é o meu favorito. É nele que Madonna pula corda ao som da clássica Into the Groove, desmonta suas cópias em She’s Not Me (foi nesta canção que ela caiu no palco no primeiro show do Rio) e empunha guitarra para uma versão deliciosa de Borderline.

Mas nada chega perto da comoção quando, no quarto e último bloco, ela canta Like a Prayer. Um dos seus maiores hits e uma das maiores pérolas da música pop de todos os tempos, a canção quase põe abaixo o Morumbi. Lembro-me de uma passagem de Eu Sei que Vou Te Amar, de Arnaldo Jabor, quando, lembrando de seu primeiro orgasmo, a personagem feminina descreve que na hora pensava “o que está acontecendo? É carnaval? É São João? É Sete de Setembro?” tamanho o delírio que sentia. Like a Prayer é isso. Pular e gritar junto a milhares de pessoas envoltos na mesma energia causa uma sensação fora do controle, fora da razão.

No show desta quinta-feira, ainda tive o prazer de ver Madonna pronunciar o meu nome, mesmo que não tenha sido para mim. No momento em que ela dá voz à audiência para que possamos pedir uma canção – que ela canta à capella – um xará desse jornalista foi o escolhido. Madonna não entendeu muito bem o nome, mas não importa. A canção escolhida foi Like a Virgin, o clássico dos clássicos de uma carreira com mais auges do que fracassos, mais sucessos do que qualquer Whitney, Barbra ou Mariah possam ter, mais polêmicas do que qualquer Amy ou Britney tenham proporcionado, mais reinvenções do que qualquer artista tenha feito.

Citando uma frase cujo autor eu desconheço, “a vida não se conta pelas vezes que respiramos, mas pelos momentos em que nos faltam o ar”. E um show de Madonna é um desses raros e inesquecíveis momentos (junto com apenas mais uns cinco ou seis) para se levar para a vida toda.

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Feliz Natal: A celebração tem gosto amargo

Posted in A la carte with tags , , on novembro 25, 2008 by claesen

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Não me pareceu uma tarefa fácil resenhar Feliz Natal, estréia na direção do ator Selton Mello. O longa assemelha-se àquelas equações matemáticas em que um lado contrabalanceia o outro: tem tantas qualidades quanto defeitos.

A história que o mineiro Selton escolheu para contar parece simples. Caio (Leonardo Medeiros, que protagoniza seu terceiro longa só neste ano) volta à cidade para rever a família e os amigos na noite de natal. Sua mãe, Mércia (Darlene Glória, magnífica), mistura tantos remédios com álcool que mal consegue separar realidade de delírio e vaga pela casa dizendo verdades num misto de frustração e um êxtase felliniano; o pai, Miguel (Lúcio Mario), preocupa-se em satisfazer sua nova mulher, décadas mais nova, e o irmão Theo (Paulo Guarnieri, num belo retorno às telas) equilibra-se entre a vaidade do pai, a loucura da mãe e a insatisfação da esposa Fabiana (Graziella Moretto). Todos imensamente infelizes e frustrados.

Com um ótimo domínio da câmera, o diretor vai explorando esse universo onde tudo está prestes a ruir e um fato no passado de Caio, e que o fez afastar-se de todos, ainda está distante de ser apaziguado.

Apesar de um elenco bem escolhido e com estilo de sobra, a montagem atrapalha. Com tempos mortos demais, por vezes arrastado, o filme torna-se quase inacessível à boa parte do público. A trilha, muito simples, de início passa a sensação certa de desolação e frustração dos personagens, mas Feliz Natal não é Réquiem para um Sonho (para citar um exemplo desta década) em que uma trilha repetida à exaustão atinge seu auge no final. No longa de Selton, a música torna-se cansativa e sufocante. Tivesse livrado-se dela, a la irmãos Dardenne, talvez produzisse um efeito mais seco e devastador.

A cena tão polêmica da nudez de Graziella Moretto, que teria provocado um discurso inflamado do namorado Pedro Cardoso, não parece nada descabida.  Delicada, de forma alguma gratuita. Aliás, arrisco a dizer que sem a tão famosa cena o seu personagem seria mal-compreendido.

Num ano em que tantos atores resolveram arriscar-se a contar histórias do outro lado da câmera, a comparação com o longa de Matheus Nachtergaele, A Festa da Menina Morta (também irregular, porém muito bem-vindo), é inerente. Equacionando erros e acertos, Feliz Natal é uma bela e promissora estréia.

Cotação (de 0 a 5): 3,5

CatPeople: Não é um Interpol, mas vale um play

Posted in Al dente with tags , , on novembro 23, 2008 by claesen

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Enquanto o site novo não fica pronto e o Digestão mal tem sido atualizado, a categoria música é a que mais sofre por aqui. Depois de algum tempo, voltamos a falar sobre algumas novas bandas.

Hoje, temos o CatPeople (não confundir com a Cat Power), que não é exatamente algo novo. Em seu segundo álbum, What’s The Time Mr Wolf?, a banda de Barcelona bebe no new wave e também no pós-punk do Joy Division e segue a linha Interpol-Editors-She Wants Revenge. Já tocaram para mais de 20 mil pessoas ao lado do Pet Shop Boys (que bem poderiam passar pelo Brasil já que os anos 80 têm baixado em peso por aqui).

Eis o primeiro single do álbum, Sister.