Arquivo para março, 2008

Séria candidata à música e vídeo do ano!

Posted in Al dente with tags on março 30, 2008 by claesen

Depois do MGMT, outra grande revelação do ano vem do Brooklyn, Nova York. Ele/ela é Santogold.

O projeto é formado apenas pela cantora Santi White, ou por nenhum membro, como ela afirma em sua debochada página no myspace: “Santogold é um sobrevivente de meio século em meio ao que há de mais moderno na evolução musical. A única biografia que pode se gabar de ter batido Barbara Bush em idade, vivido mais que Mr. Miyagi e tido mais estilo que Liberace” (sic).

Recheado de atitude, os vocais lembram M.I.A. e as influências vão de 80’s, punk e electro. Dizem que Bjork fez um convite para abrir sua turnê. O primeiro álbum ainda não saiu, mas eis o primeiro vídeo, L.E.S. Artistes.

Anúncios

Sugestão da casa: Electro à madrilenha

Posted in Sugestão da casa with tags , , on março 28, 2008 by claesen

Electro não é coisa só de britânicos de vanguarda e de americanos cool. Se até os brasileiros já têm os seus representantes no Cansei de Ser Sexy e no No Porn, agora chegou a vez da Espanha. O Femme Fatale é um quarteto de Madrid, já no terceiro álbum, e acaba de lançar o seu novo single: Berlin.

Liderados pela vocalista e letrista Flo, a banda às vezes lembra Vive la Fête – os representantes da Bélgica neste estilo – ou a doidona Peaches – que coloca o Canadá no mapa do electroclash.

Som muito bacana para ouvir em casa, no i-pod ou na Strip Poker, a famosa noite de electro do Vegas, em São Paulo. Regale-se!

RocknRolla

Posted in Al dente with tags , , on março 26, 2008 by claesen

Calma, minha gente! Isto não é um trocadilho sexual! E nem se trata de uma dica de filme pornô com a Lindsay Lohan ou o Alexandre (argh) Frota. RocknRolla é o novo filme do Guy Ritchie. Em época de Madonna na mídia, só pra contrariar, vamos falar do marido dela.

Outro dia li num site dizendo que tudo em que a Madonna toca estraga! Tipo um Rei Midas ao contrário. rs  Ela gravou com o Prince, o Prince sumiu. Ficou amiga do Michael Jackson, a carreira do cara afundou. Fez vídeo com a Britney Spears, o exu tomou posse do corpo da garota e ela tem perdido tudo desde então: o marido, os filhos, a fortuna, a calcinha, a moral e a pouca dignidade que ainda lhe restava.

Ok, isso é uma brincadeira e, com ou sem Madonna, eles foram responsáveis pela lama onde seus nomes foram parar. Agora, uma coisa inegável é: Guy Ritchie. Desde que a blonde ambition tocou nos seus lábios, uma maldição sem precedências instalou-se em sua vida profissional. O cara era, sem favor algum, um dos diretores britânicos mais promissores na virada da década. Diretor dos ótimos Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998) e Snatch – Porcos e Diamantes (2000), filmes que exploravam a violência, com uma dose exata de cinismo e sarcasmo e roteiros muito bem amarrados. Em Snatch ele conseguiu deixar até Brad Pitt um excelente ator.

Depois do enlace com a rainha do pop, no entanto, Guy dirigiu apenas um filme. Estrelado pela esposa, Destino Insólito foi uma das coisas mais constrangedoras de 2002. E depois do fracasso, o cineasta parecia ter se conformado em passear com a patroa na África para adotar crianças carentes, praticar levantamento de copos em todos os pubs londrinos e se contentar com o rótulo que toda diva parece trazer acoplado ao seu star quality – o de MARIDO DE.

Mas o tempo passa e Guy parece querer recuperar agora seu status de cineasta. Aqui, uma prévia do seu novo filme feito por um fã no YouTube, enquanto o trailer oficial não chega ao mundo. A produção é estrelada por Gerard Butler, por quem este fã neozelandês parece ter uma obsessão, vide as muitas fotos do ator. No elenco ainda estão Tom Wilkinson e a ótima Thandie Newton.

Se Guy Ricthie voltou a velha forma ou não, nós só saberemos a partir de 31 de outubro (dia das bruxas, eita!), quando o filme estréia nos cinemas americanos.

De “Eu Não Sou Cachorro Não” a “Love Will Tear Us Apart”!

Posted in Buffet variado with tags , on março 25, 2008 by claesen

 joy_division_by_whorenun.jpg

Começa nesta quarta, 26, em São Paulo (a partir do dia 27 no Rio e dia 14/04 em Brasília) a 13ª edição do festival de documentários É Tudo Verdade. Ao todo, serão 138 produções divididas entre longas, médias e curtas metragens. Sabe aquele documentário do qual TODO MUNDO vai falar depois, que ficará meses em cartaz no Unibanco ou que fará filas nas sessões de domingo do Reserva Cultural? Geralmente, ele passou por aqui antes.

Entre os brasileiros, há filmes sobre o poeta Wally Salomão, os músicos Caetano Veloso e Waldick Soriano (este, dirigido por Patrícia Pillar), o ator Paulo Gracindo, dirigido pelo filho, Gracindo Jr, e até sobre a mítica personagem Rê Bordosa. Um conhecido meu, aliás, afirmava que a Rê Bordosa foi inspirada na chefe da revista em que ele trabalhava. Uma boa chance para conferir se isto é mesmo verdade!

Já no segmento internacional, destaque para Joy Division. Não confundir com Control, o longa de ficção que trata do mesmo tema – a ascenção e o fim abrupto da vida de Ian Curtis e sua cultuada banda. Joy Division, o documentário, foca menos na vida conjugal do cantor e abre espaço a outras revelações. De qualquer forma, vale conferir os dois. Control estréia em maio.

Segue uma lista rápida com algumas dicas do que promete o Festival na temporada paulista:

Dia 27/03

13h, Cinesesc – A Vida de Bergman, de Gunnar Bergdahl

Dia 28/03

13h, Cinesesc – Conversas com Billy Wilder, de Volker Schlöndorff

Dia 29/03

13h, Cinesesc – Jimmy Carter – O Homem de Plains, de Jonathan Demme

22h, Reserva Cultural – Quem Matou Sérgio Vieira de Mello?, de Amal Moghaizel

Dia 30/03

21h, Cinesesc – O Aborto dos Outros, de Carla Gallo

Dia 31/03

18h, Reserva Cultural – American Psyche, de Paul van den Boom

Dia 01/04

19h30, Sala Cinemateca BNDES – Cândido Portinari: Um Pintor de Brodósqui, de João Batista de Andrade

Dia 04/04

15h e 19h, CCBB – McDifamação, Franny Armstrong

19h, Cinesesc – Waldick, Sempre no Meu Coração, de Patrícia Pillar

23h, Cinesesc – Joy Division, de Grant Lee

A programação completa você tem no site oficial do festival:

http://www.itsalltrue.com.br/2008/home.asp?lng=

Regalem-se!

Sugestão da casa: Novidades à escandinava

Posted in Sugestão da casa with tags , , , on março 24, 2008 by claesen

Depois de Ida Maria passar pelo Digestão há 10 dias, a Escandinávia volta ao blog.

A Suécia já reinou muito nas paradas com bandas como ABBA, Roxette e Ace of Base. Todas devidamente embalsamadas e postas à exposição pública em rádios como a Alpha-música-de-elevador-FM, horários da madrugada de rádios cafonas ou sessões tripudiando-o-ouvinte-enquanto-toco-velharias-dance como da 97 FM.

Em 2007, os suecos já voltaram aos playlists indie com o ótimo Peter, Bjorn and John e agora há mais novidades.

Já no terceiro álbum, os muleques do The Tough Alliance misturam estilos e às vezes lembram coisas bacanas como Junior Boys em First Class Riot.

Lykke Li, no entanto, acaba de lançar na Europa e EUA seu primeiro álbum, Youth Novels. Aos 22 anos, a loirinha sueca tem Bjorn Yttling, dos já mencionados Peter, Bjorn and John entre os produtores do seu cd de estréia. Às vezes soa um pouco electro, em outras aparece com uma balada sofisticada, mas é deliciosamente pop, como manda a tradição sueca.

Aqui, Little Bit, já famosa em sua terra natal em 2007 e agora repercutindo no resto do mundo:

E se a Dinamarca não tem bandas famosas, seu ingresso no mundo musical fica por conta do segundo maior festival de música pop europeu – Festival de Roskilde, que chega a reunir mais de 100 mil pessoas e neste ano acontece de 03 a 06 de julho e contará com figurões como Radiohead, Neil Young e Chemical Brothers ao lado de Kings of Leon, M.I.A e Yeasayer, entre outros.

É de lá que vem The Fashion, que remete a The Rapture, mas também a Beastie Boys. Formada em 2003, a minha favorita deles é Like Knives, mas aqui coloco um vídeo mais elaborado e que está fazendo a fama da banda na MTV americana, Solo Impala:

E não dá pra falar de bandas dinarmaquesas sem citar a melhor delas: Raveonettes.

Lust Lust Lust, o seu quarto álbum, lançado no mês passado, é quase unânine em críticas excelentes em todas as revistas e sites de música. Com guitarras distorcidas e muitos ruídos, as letras de Sune Rose Wagner casam muito bem com a voz da loira Sharin Foo.

Este não é o vídeo oficial (afinal, essa canção não foi lançada como single – pelo menos até agora), mas Aly, Walk With Me é bonita demais para ser ignorada:

Alguém faça alguma coisa?!

Posted in Arroz de Festa with tags on março 21, 2008 by claesen

 amywinehouse.jpg

Inaugurando a seção Arroz de Festa do blog, a onipresente do momento: Amy Winehouse.

Fala sério! Alguém ainda agüenta ler sobre esta mulher?

Todas as semanas somos bombardeados com notícias de Amy enchendo a cara, quebrando os lugares, batendo nos outros, jantando, vomitando, trepando, drogando-se, internando-se, tatuando-se, lamentando-se… AFFE!

Alguém diria, “mas a Lindsay Lohan faz as mesmas coisas e nem talento ela tem!” Ok, Amy tem uma ótima voz, fez um belo disco, ganhou 5 Grammy, mas ótima voz de C… é R… !

Só nesta semana, ela conseguiu aparecer mais duas vezes na mídia. Primeiro, com a divulgação desta foto toda perebenta. Só perdeu em arrepios para a foto-monstro da Donatella Versace. O agente dela disse que ela está com impetigo. So what?

Depois, a Veja divulgou que ela deve posar nua para uma campanha contra o câncer de mama. E quem quer ver essa mulher pelada, minha gente?

Eu faço coro ao grupo que gostaria de ver Amy matando aquele marido estragado que ela tem, sendo internada num sanatório por demência e depois sair de lá uma nova mulher, com bastante bagagem para pôr em suas músicas, cheia de histórias cabeludas pra contar e ganhando um filme pra contar a sua vida daqui, digamos, uns 45 anos!! Tá bom, não é?

Petisco do dia

Posted in Em conserva, Petiscos with tags , on março 20, 2008 by claesen

Não é fácil ser original quando falamos de videoclipe. Quase tudo já foi feito. Mas vez ou outra nos deparamos com uma ótima idéia e pensamos algo do tipo “por quê ninguém havia pensado nisso antes?”

Em 1999, Alex Gopher fez este vídeo, cuja canção foi hit absoluto em qualquer chill in que se desse ao respeito no início desta década.

A idéia de The Child é simples, mas muito boa e mostra que não é só Woody Allen que consegue traduzir Nova York em palavras.

Enjoy yourself!