História sombria marca estréia de diretor espanhol

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Veio das mãos de um espanhol, Alejandro Amenábar, um dos melhores “suspenses sobrenaturais” (existe esta categoria?) da década: Os Outros. Nele, Nicole Kidman via-se cercada de três serviçais pra lá de estranhos e com dois filhos que possuíam uma doença rara: não podiam ver a luz do sol. Ah sim, ela também ouvia barulhos assustadores na mansão assustadora onde ela morava.

E é da terra de Dali que chega mais um filme no mesmo estilo. Se não tão bom quanto Os Outros, ele é eficiente na arte de tramar muito bem um suspense em que parece que você já entendeu quase tudo, mas sempre falta uma peça do quebra-cabeças. Esse nariz de cêra é só pra começar a falar de O Orfanato. O longa é o primeiro filme de Juan Antonio Bayona e produzido por Guillermo del Toro, diretor do premiado Labirinto do Fauno. Vencedor de 7 prêmios Goya, ele foi o representante da Espanha para a indicação a melhor filme estrangeiro no Oscar 2008.

Em O Orfanato, Laura (Belén Rueda) volta à casa onde cresceu, o orfanato do título, trinta anos após ter saído adotada por uma família. Hoje, casada e mãe adotiva de um menino, Simón (Roger Príncep) ela pretende transformar o lugar num lar para crianças deficientes.

O seu pequeno Simón passa os dias brincando com amigos imaginários. Amigos esses que vão, aos poucos, despertando a curiosidade de Laura. Sem tempo de fugir, quando percebe, Laura está num jogo que envolve a vida de seu filho, as memórias macabras do lugar e o seu próprio passado.

Apesar da trilha sonora um tanto high profile, a fotografia, o roteiro, a excelente montagem e a interpretação de Belén Rueda tornam O Orfanato dilacerantemente assustador.

Cotação (0 a 5): 4,5  – Iguaria fina

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3 Respostas to “História sombria marca estréia de diretor espanhol”

  1. Welton Trindade Says:

    Vi que esse filme foi a maior bilheteria na Espanha de um filme produzido lá nos últimos 10 anos. E, pelo que você falou, parece que a fama e o sucesso dele são bem justificados.

  2. Ah, os amigos imaginários…

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