Há mais DRTs saindo do forno – Parte 2

Outro ícone da música, Marianne Faithful, está em cartaz nas telas paulistanas. Se Um Beijo Roubado tem em seu pedigree participação no Festival de Cannes em 2007, Irina Palm tem Berlim.

O longa de Sam Garbarski conta a história de uma viúva, Maggie, moradora do subúrbio de Londres e com uma triste realidade: seu neto está com um doença gravíssima. O único tratamento factível é levá-lo à Austrália e o mais rápido possível. Caso contrário, não haverá mais chances. Tanto Maggie quanto seu filho e nora já esgotaram seus empréstimos possíveis em bancos e boa parte dos amigos e da vizinhança já fez sua contribuição.

Desorientada e com um único pensamento na cabeça – arranjar dinheiro – Maggie se vê dentro de um inferninho que continha um “procura-se atendentes” na porta. Conversando com Miklos, o dono do lugar, ela capta o eufemismo. Atendente, neste caso, não é exatamente uma recepcionista de videolocadora. A função? Masturbar os clientes através de um buraco na parede (os chamados ‘glory holes’) durante todo o dia.

O tempo corre e a viúva não exita muito. O dinheiro é necessário e se faz urgente. E a perspectiva de ganho de 600 a 800 dólares semanais é tentadora. O filho, as amigas e os vizinhos (e, ao lado destes estão duas das cenas mais deliciosas e engraçadas do ano e que só um filme passado na Inglaterra consegue ter) notam a sua ausência no bairro e na sua rotina de jogo de cartas e das visitas ao neto no hospital.

Mas Maggie está ocupada. Bastante ocupada e fazendo um bem à nação inglesa, como lhe diz uma de suas colegas de profissão. E agora ela já não é mais a viúva e careta Maggie e, sim, Irina Palm, a mão mais disputada e famosa do SoHo londrino. Filas de homens ávidos por um pouco de prazer formam-se no clube a sua espera.

Marianne Faithfull é uma atriz bissexta. Consultando seu perfil no site IMDb, você fica sabendo que ela foi a primeira pessoa a pronunciar a “f word” no cinema, em 1967. Ousadias, portanto, estão no cardápio desta cantora, famosa por seus versos em suas canções de rock, por sua conturbada relação com Mick Jagger no passado e, agora, quem sabe, por uma das interpretações mais singelas e corajosas do ano.

Todos sabemos que, para participar de um longa, é necessário tirar o registro profissional (no Brasil, chamado de DRT). Mas, se dependesse diretamente do mérito e talento para que cada profissional fosse registrado, Marianne honraria muito bem cada uma dessas letrinhas que lhe dão a alcunha de ATRIZ.

Cotação (0 a 5): 4,0 – Petit four

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Uma resposta to “Há mais DRTs saindo do forno – Parte 2”

  1. sua amiga na capa da vogue paris

    ta bunita a sinhá hein

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