Madonna e Woody Allen. Tudo em comum?

Está em cartaz, no Brasil, o mais recente filme de Woody Allen, O Sonho de Cassandra. Está nas lojas, do mundo todo, o mais recente álbum de Madonna, Hard Candy. Acabei de ver o filme, e percebi que este trabalho aproxima a visão que tenho desses dois artitas. Estranho? Vejamos…

Muita coisa se falou sobre o álbum da loira milionária nas últimas semanas. Confesso que esperei por algo terrível quando Madonna juntou-se a Timbaland, Pharrel Williams e Justin Timberlake (os reis da Billboard e do pop fácil) para produzir este cd. Confesso também que depois de um tempo eu já não esperava mais nada e, de tanto martelarem este assunto, o que eu queria mesmo é que Madonna fosse mandada para a lua e voltasse daqui há uns dez anos. Mas Madonna não foi. E o assunto em todos os lugares é Hard Candy.

Assim como Woody, a mãe da Lourdes Maria teve uma carreira meteórica e atingiu o topo bastante cedo. Conseguiu a maior vendagem de sua carreira com um álbum de estúdio logo com o 3º, True Blue (1986). Woody ganhou o Oscar ainda na década de 70, com Annie Hall. Ambos produziram muitas coisas bacanas depois, com altos e baixos.

Hard Candy, assim como o filme novo do Woody, tem vários elementos para dar certo. Tem a presença de profissionais competentes, é sofisticado, é um produto de “griffe” enfim.

Ao contrário do que muita gente (incluindo este blogueiro) achava, Madonna não ficou descaracterizada neste novo trabalho. Assim como antes do primeiro Woody Allen em Londres (Match Point) pensávamos que “todo Woody Allen TEM que ser em Nova York”, a loira não ficou menos pop, trabalhando com os reis da black music e do hip hop.

Hard Candy parece uma continuação natural de seus trabalhos anteriores, se virmos pela perspectiva de que Madonna sempre quer se reinventar. Se analisarmos pela ótica de que ela gosta de inovar, de trazer produtores novos para a cena musical, aí sim, veríamos uma incoerência, uma vez que ela preferiu nomes consagrados para se cercar.

Seu 11º álbum de estúdio soa black music, mas também soa dance, soa pop, soa Madonna, enfim.
Algum jornalista disse que a participação de Justin Timberlake, se compararmos o cd a um filme, seria como se ele tivesse feito uma ponta. Mas onde estava escrito de que esse era um álbum de duetos a la Simone e Zélia Duncan? Não. Este é um álbum de Madonna com seus colaboradores. E Justin cumpre muito bem o seu papel de coadjuvante. É acompanhada por ele, aliás, que ela tem dois dos melhores momentos do álbum: 4 Minutes e Dance Tonight.

Lembro-me de declarações dos senhores Justin e Timbaland dizendo que dariam uma roupagem black ao cd, mas que o mesmo seria bastante anos 80, remetendo à primeira fase da loira. E é isso que temos na já mencionada Dance Tonight, em She’s Not Me (que carece de um refrão forte), em Heartbeat (séria candidata à música do ano, a qual eu reproduzo aqui embaixo) e em Give It 2 Me (um dos pontos fracos do cd). Esta última lembra os lados B grudentos que Madonna cantava, algo como Jimmy Jimmy (de True Blue, 86) ou para citarmos algo mais recente, Amazing (de Music, 00). Um pena saber que ela será o próximo single a ser lançado.

Incredible, a faixa 7, é impossível de ser ouvida inteira. Antes encarar uma tortura S&M por 3 horas seguidas com o mais impiedoso dos mestres do que ouvir os seis minutos desta catástrofe. Não sei onde Madonna quis chegar com a mesma, mas fato é que não chegou.

Apenas uma balada integra o cd. Devil Wouldn’t Recognize You é o tipo de canção que me faz lembrar porque eu não gosto de Mariahs, Celines e Whitneys. É verdade que Madonna tem uma Crazy For You no seu caminho, mas geralmente suas baladas são cool, sem gritarias, sofisticadas, tão interessantes que quase não são baladas! (Ok, meu lado romântico não é lá muito desenvolvido, minha gente).

No final, é isso. Hard Candy não é nenhum Manhattan ou A Rosa Púrpura do Cairo, mas é um trabalho que faz sentido e prova que Woody Allen, ops, Madonna, ainda está em forma.

Cotação (0 a 5): 4,0 – Petit four

PS: Este post foi escrito por livre e espontânea PRESSÃO de Welton Trindade. A pessoa mais obcecada por Madonna que já se teve notícia no globo. Parece que só nos fiordes islandeses existe um fã que rivaliza com ele. Mas é tão frio, mas tão frio por lá que a coleção de centenas de cds que o islandês possui precisa ser aquecida por 23 focas que se revezam sentando 24 horas por dia em cima dos mesmos a fim de aquecê-los. E como a matança de focas está em alta… É, Welton, acho que a sua coleção está melhor guardada… rs

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6 Respostas to “Madonna e Woody Allen. Tudo em comum?”

  1. Welton Trindade Says:

    Tá bom, tá bom! Vou dispensar os cinco caras da pesada que eu tinha contatado para pressioná-lo de forma física a escrever um post sobre a rapadura da tia. rs
    A melhor parte: você gostou! Yes! “Madonna, faça uma turnê em comemoração a isso. Vc conseguiu! Ele gostou!”
    No mais, nenhuma foca desajeitada irá pensar em tocar na minha coleção de mais de 130 CDs da Madonna. Não mesmo! Rapadura nelas!

  2. adoro ella!
    marcio achou o cigarrinho?…
    bjos

  3. Eu acho que esses 130 já viraram 200 faz tempo viu? ututut

    Rebeca Ukstin, achei sim. No chão da cozinha!!! rsrsrs
    Bjo!!

  4. Bem … não vamos discutir o post e nem apontar falhas. Vamos desenvolver seu lado romântico, certo? Abraços!

  5. ELA E LINDA

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