Arquivo para junho, 2008

Sim, está oficialmente aberta a temporada dos festivais em SP

Posted in Buffet variado, Em conserva with tags , , , on junho 27, 2008 by claesen

Acontece neste sábado, em São Paulo, a sexta edição do Motomix Festival. Ao ar livre, no Parque Ibirapuera e de graça.

O aguardado The-Go Team, os também britânicos Fujiya & Miyagi, além dos canadenses do Metric são as atrações principais.

O show, que acontece a partir das 15h, tem abertura de três bandas brazucas: Venus Volts, Stop Play Motion e a ótima Nancy, que conheci hoje pela coluna do Thiago Ney, da Folha. Dê uma olhada no myspace da banda e veja se dá pra parar de ouvir Keep Cooler: http://www.myspace.com/lixorama

Dos internacionais, eu fico com Emily Haines e cia. do Metric. Para justificar a inclusão deste post na seção Em Conserva, fique aqui com Combat Baby, canção do álbum de 2003, Old World Underground, Where Are You Now? Outros hits da banda, como Succexy e Dead Disco, também estão neste álbum.

Para quem fica em São Paulo neste fim de semana, um programão para um sábado frio. Bom também para ir acostumando-se com a ótima temporada de shows e festivais que chegam à cidade neste segundo semestre. E eu me mando para a terra do Nancy, a estranha Brasília.

Fatboy Slim e David Byrne: Brincando com a censura

Posted in Al dente with tags , , on junho 25, 2008 by claesen

Nunca fui muito fã de David Byrne e sou da turma que acha Fatboy Slim hoje em dia um tremendo arroz de festa no Brasil, mas justiça seja feita: este vídeo é muito bom!

Fatboy criou um projeto chamado The BPA (The Brighton Port Authority) e chamou vários músicos para participar. O primeiro single, com participação de David Byrne e Dizzee Rascal, é este, Toe Jam.

A música não me agrada, mas impossível deixar passar este videoclipe com clima totalmente anos 70, no qual os modelos, todos pelados, divertem-se montando palavras e ações de acordo com as tarjas pretas.

Eu o indicava fácil à categoria de melhor coreografia no Video Music Awards.

Mais um clube da luluzinha?

Posted in Al dente with tags , , , , , , , , , on junho 24, 2008 by claesen

Que Sex and the City – O Filme é o grande sucesso feminino do verão americano não há dúvidas. Os 132 milhões de dólares arrecadados por ele até agora (só nos EUA) não só comprovam sua boa aceitação como abrem caminho para uma futura continuação.

E depois do verão vem o outono, certo? Pois bem. Em 12 de setembro, mesmo dia do lançamento de Burn After Reading – o novo filme dos oscarizados irmãos Coehn – chega às telas americanas mais um filme de e para elas: The Women.

A história não é original. Remake de uma produção de George Cukor de 1939, que contava no elenco com Norma Shearer, Joan Crawford e Rosalind Russell, o longa apresenta um punhado de mulheres da alta sociedade que, entre compras e cabeleireiros, descobrem que o marido de uma delas envolveu-se com uma vendedora de perfumes. Daí para uma sucessão de trapalhadas e mal entendidos é um passo.

Assim como o filme original, a nova versão, de Diane English, conta apenas, exclusivamente, 100%, só com mulheres no elenco. Em todos os papéis, dos centrais até às pequenas participações.

Quer dar uma olhada no “line-up” cor-de rosa? Vamos lá: Meg Ryan (ex-atriz dos filmes fofos mais cultuados pelas minhas e suas amigas também), Annette Bening (a melhor atriz para personagens sem escrúpulos que já existiu), Debra Messing (a Grace de Will & Grace), Eva Mendes (que tem mais participações em programas de entrevistas do que filmes no currículo), Jada Pinkett Smith (atriz de um metro e meio cujo sucesso é ser casada com Will Smith), Candice Bergen (a Murphy Brown, do seriado Murphy Brown), Bette Midler (que, apesar de boa atriz, será queimada viva algum dia por ter gravado Wind Beneath My Wings), Carrie Fisher (que tem vários filmes no currículo, mas você a conhece como a Princesa Leia mesmo), Debi Mazar (atriz de … bom, ex-melhor amiga de Madonna) e até Cloris Leachman (atriz com 452 indicações ao Emmy e um Oscar ganho há 138 anos atrás, ou algo assim).

E então? Carrie Bradshaw e sua entourage fashion está bom pra você ou dá para encarar mais uma turma histérica animada na próxima estação?

The Ting Tings: Pra arrasar nas pistas e nos charts

Posted in Al dente with tags on junho 21, 2008 by claesen

Desde o início da semana é esta a canção que não me sai da cabeça.
Agora que o vídeo foi liberado, e antes que o mesmo saia de circulação (já que a seção “direitos autorais” invadiu o YouTube), regalem-se com o terceiro e mais novo vídeo dos britânicos mais bacanas do momento, The Ting Tings.

Com o single anterior, That’s Not My Name, eles desbacaram Madonna do topo da parada britânica. O que esperar então quando eles chegam com uma batida deliciosa, com mais uma letra irreverente e o rihannístico título Shut Up And Let Me Go? Tenham medo.

Moto Boy: em SP, detestáveis figuras do trânsito. Na Suécia, estilosos cantores de rock

Posted in Al dente with tags on junho 17, 2008 by claesen

Enquanto o Festival Invasão Sueca não chega, um bom exemplar da terra do Abba e da carne de rena é Moto Boy.

O garotão ainda está em seu primeiro álbum, lançado, por enquanto, apenas na escandinávia no início deste ano.

Confira aqui o vídeo de uma das canções mais bacanas de seu álbum homônino, What It Was To Be With You.

Conheço uma pessoa que ficará caidinha por ele. Aliás, conheço mais uma. Hum, e mais outra. E mais outra… E outra…

Quando só um aquário e uma música bacana rendiam um bom videoclipe

Posted in Em conserva with tags , , on junho 14, 2008 by claesen

Muito antes da Billboard ser dominada pelas babas de Usher e Ne-Yo ou os gritinhos nojentos de Chris Brown, havia música pop bacana que emplacava no top 10.

Há exatos 15 anos, Duran Duran alcançava um 7º lugar na parada de singles mais importante do mundo que, outrora o reino da new wave, hoje não passa de uma sucessão de músicas sem sentido.

Estilo não falta na canção e vídeo de Come Undone, o segundo single do The Wedding Album, que reviveu a carreira dos britânicos e, agora, deixa saudades.

Sim, momento nostalgia, por supuesto.

Top 10 – As 10 maiores histórias gays no cinema

Posted in Buffet variado with tags , , , , , , , , , , , , , on junho 11, 2008 by claesen

Se junho é o mês da causa gay e amanhã, dia 12, é o dia dos namorados, o Digestão resolveu unir os dois assuntos no mesmo post. Saiu, então, as 10 maiores histórias de amor entre casais do mesmo sexo contadas na telona.

Esta, claro, não é uma lista definitiva. E se você se lembra de outras marcantes, conte pra gente.

#10 – Minha Adorável Lavanderia
Direção: Stephen Frears. 1985.

Na galeria dos personagens notáveis do excelente Daniel Day-Lewis figura este outsider que apaixona-se por um imigrante paquistanês e, juntos, decidem abrir uma lavanderia. Preconceito explícito numa Londres da era Tatcher.

#9 – Eclipse de uma Paixão
Direção: Agnieszka Holland. 1995.

Leonardo di Caprio é Arthur Rimbaud. David Thewlis é Paul Verlaine. Verlaine é um homem maduro e casado e Rimbaud um jovem cheio de vida que fica fascinado pelo mentor. A paixão dos dois é inevitável. O fim trágico também. Uma das histórias de amor mais famosas da literatura.

#8 – Plata Quemada
Direção: Marcelo Piñeyro. 2000.

Baseado em fatos reais, o filme conta a história de um dos maiores roubos a banco da Argentina. Como não sai conforme o planejado, dois dos assaltantes fogem para o Uruguai esperando a poeira baixar. Mas a polícia fecha o cerco e o medo de ser pego e o desejo um pelo outro tomam conta de ambos.

#7 – Almas Gêmeas
Direção: Peter Jackson. 1994.

Leão de Prata em Veneza, Kate Winslet faz uma estréia poderosa no cinema. Em apenas uma frase a história do filme: duas garotas se conectam de tal forma que farão qualquer coisa para não perderem isso.

#6 – Wilde
Direção: Brian Gilbert. 1997.

Que Lord Alfred Douglas, mais conhecido como Bosie, foi a grande paixão da vida de Oscar Wilde não há dúvida. Já o inverso há controvérsias. Uma relação tão intensa quanto cruel. E a Inglaterra não seria a mesma depois de julgar um de seus escritores e poetas mais famosos somente por gostar do mesmo sexo. Responsável por peças, textos e epígrafes geniais, é dele a mais famosa frase sobre o amor gay no mundo ocidental e que perdura há mais de 100 anos, “o amor que não ousa dizer o seu nome”.

#5 – Aimée & Jaguar
Direção: Max Färberböck. 1999.

Uma judia e uma alemã apaixonam-se na Berlim nazista de 1943. Documentos falsos, conchavos e medo permeiam esta que é mais bonita história entre duas mulheres no cinema.

#4 – Um Dia de Cão
Direção: Sidney Lumet. 1975.

Mais um assalto a banco e também baseado em fatos verídicos. Dois assaltantes invadem uma agência e fazem reféns. A polícia chega. E a imprensa também. Numa das melhores atuações de Al Pacino (indicado ao Oscar), o seu personagem é de uma dimensão assustadora. E o seu motivo para o assalto? Pagar a operação de troca de sexo de seu namorado. Um clássico.

#3 – Velvet Goldmine
Direção: Todd Haynes. 1998.

A relação entre os rock stars Brian Slade (Jonathan Rhys-Meyers) e Curt Wild (Ewan McGregor) pode ter sido tudo, menos monótona. Para tentar desvendar o desaparecimento de Slade, um repórter (Christian Bale) entrevista Wild e somos apresentados ao tripé sexo-drogas-rock’n’roll na acepção mais clara do termo. Pesonagens baseados em David Bowie e Iggy Pop num filme que nasceu para ser e sempre será um cult!

#2 – O Segredo de Brokeback Mountain
Direção: Ang Lee. 2005.

O grande clássico do amor gay da década não levou para casa o Oscar de melhor filme, mas foi o filme mais falado do ano. Sutileza é sua marca principal. No alto das montanhas, dois vaqueiros se apaixonam. Entre o não-dito e o não-assumido, só uma coisa perdura por anos em suas vidas: o amor verdadeiro.

#1 – Bent
Direção: Sean Mathias. 1997.

Clive Owen ainda era um ilustre desconhecido quando protagonizou este longa que é uma adaptação de uma peça de sucesso. Max pára num campo de concentração e prefere receber a insígnia de judeu do que a de gay. Mas lá ele apaixona-se por Horst que ostenta com muito orgulho sua estrela rosa, imposta pelos nazistas, que denota a sua homossexualidade. A maior história gay do cinema contém esta cena difícil e fascinante onde dois homens, que não podem se tocar, têm a maior experiência de amor de suas vidas. Inesquecível.