Os franceses dominam São Paulo

 

Em plena temporada dos blockbusters – época em que os lançamentos do verão americano dominam as salas de cinema do mundo inteiro – dá para se regozijar-se com um fato: o cinema francês está em alta.

É verdade que as produções hollywoodianas dominam em quantidade de salas, mas em números de títulos em cartaz, a supremacia americana, pelo menos neste momento, já não é mais a mesma.
Vejamos. Dos 51 filmes em cartaz em São Paulo nesta semana, 16 deles ostentam a França em seus créditos. Às duas estréias desta semana (Molière e Uma Garota Dividida em Dois) somam-se outros sete que já estavam em cartaz (O Advogado do Terror, Agente 117, Amar… Não Tem Preço, Medos Privados em Lugares Públicos, A Questão Humana, O Segredo do Grão e A Última Amante). Mais dois deles, apesar de serem co-produções, são indiscutivelmente franceses: Desde que Otar Partiu (em co-produção com a Bélgica) e O Escafandro e a Borboleta (com os EUA). Fecham o pacote outros quatro, que, de francês mesmo, têm apenas o dinheiro.

Os números americanos não são muito maiores. Ao todo, 19 filmes têm os “donos do mundo” em seus orçamentos: 14 deles exclusivamente americanos e cinco co-produções. Destas, três são majoritariamente dos EUA e duas com a participação menor do país. Em terceiro, aparecem os brasileiros. Eles somam dez no total (na matemática acima, 8+1+1).

Claro, não dá para comemorar muito. O mercado de cinema decresce a olhos vistos no mundo. No Brasil, como em matéria publicada na Folha deste domingo, apesar de haver mais salas de cinema hoje em dia, paradoxalmente, as pessoas estão indo cada vez menos ao cinema. Então, vamos encher as salas do Reserva Cultural, Espaço Unibanco e Cinesesc para mudar estes números?

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3 Respostas to “Os franceses dominam São Paulo”

  1. Welton Trindade Says:

    Eita, não imaginava que o cinema francês estava tão produtivo.

  2. Margarete Says:

    se não tivessem subido tanto o valor do ingresso nos últimos anos, talvez não o público tivesse mantido a frequência, né?… Bjo,

  3. Os ingressos altos contribuíram sim, mas creio que foram vários fatores ao mesmo tempo.

    É, os franceses estão bem sim. Sinto falta dos britânicos. Uma pena, pois nos deram gdes diretores e gdes filmes. :/

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