O Cavaleiro das Trevas: Quando o caos tem nome

É praticamente impossível a uma pessoa minimamente informada entrar no cinema para ver Batman – O Cavaleiro das Trevas indiferente a tudo o que já se disse sobre ele: o melhor filme do Morcego, a estréia mais rentável de todos os tempos, o possível Oscar para Heath Ledger – que por sinal já foi eleito um dos maiores vilões do cinema – e, até, um dos maiores filmes de todos os tempos. Pois é. E, sem muito suspense, Batman é quase tudo isso.

O diretor Christopher Nolan já havia assinado outra aventura do sombrio herói em 2005, Batman Begins, que era um flashback em relação às histórias anteriores. E apesar das excelentes direção de arte, trilha sonora e efeitos, um amontoado de cenas deixava-o confuso e insípido. Mas veja bem, insípido já é uma evolução se compararmos com catastrófico, adjetivo adequado aos Batmans de Joel Schumacher na década de 90.

Em O Cavaleiro das Trevas, Nolan mantém a excelência técnica de encher os olhos, só que o conteúdo mudou. Nesta seqüência, Batman, o comissário de Gotham City e um promotor se dedicam a combater o crime organizado. Até que uma mente criminosa acima da média mergulha a cidade no caos e, no combate a ele, o homem-morcego quase ultrapassa a linha que separa o herói do justiceiro, o policial severo e eficiente dos esquadrões da morte.

Sem dúvida, Christian Bale é o Batman mais convincente até agora – chance desperdiçada por Michael Keaton e o inssosso Val Kilmer. Bale é o tipo de ator que não deixa uma cena mal construída. O elenco que o cerca está a altura, com Aaron Eckhart e Maggie Gyllenhaal. E há, claro, Heath Ledger. Confesso que sua primeira cena não me impressionou; a segunda um pouco mais e assim por diante; quando me dei conta, o australiano havia hipnotizado a mim e a sala toda com seu Coringa. Se não fosse por todo o resto, só Ledger já paga o ingresso. Desde Homem Aranha 2 (2004) não se via um blockbuster tentar ir tão além da superfície. Pode não ser o maior filme de todos os tempos, mas é bom cinema.

Cotação (0 a 5): 4,5 – Iguaria fina

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2 Respostas to “O Cavaleiro das Trevas: Quando o caos tem nome”

  1. sim sim.
    esse filme msmo… plastic city…
    acho q vai ter lançamento em breve.

    bjos

  2. olha q bacana.
    poderia msmo…mais eles são muito restritos.
    provavelmente vão levar o chef e o sub chef…
    hahahaha

    pronto deve ter ficado bacana…a gullane manda muito bem nesse tipo de filme,tipo sub-mundo…

    e o findi vamos fazer algo?..

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