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Num ano de britânicos, Kate Winslet é a grande estrela do Globo de Ouro

Posted in Buffet variado with tags , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 12, 2009 by claesen

katewinslet

“Vocês têm que me desculpar, porque eu tenho o hábito de não ganhar as coisas”. Foi dessa maneira que a britânica Kate Winslet começou seu agradecimento ao receber o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante por The Reader. O que Kate não poderia imaginar é que a 66ª cerimônia de entrega do prêmio da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood estava determinada a corrigir o erro ignóbil de sempre ignorá-la. Dez minutos antes do final das longas três horas de premiação, a atriz foi reconhecida novamente, dessa vez com o prêmio de melhor atriz de drama por Revolutionary Road, no qual é dirigida por seu marido, Sam Mendes.

Se era dado como certo de que Meryl Streep venceria em pelo menos uma das categorias em que era indicada – melhor atriz de drama e melhor atriz de comédia/musical – muitos esqueceram de apostar em Kate. Afinal, na categoria principal ela teria que bater, além de Meryl – sempre ótima -, em Angelina Jolie num excelente desempenho, e ainda na queridinha da crítica, Anne Hathaway.  E o furacão britânico atropelou não só as americanas, como também a espanhola Penélope Cruz,  favorita absoluta na categoria coadjuvante. Kate fez história ao receber dois prêmios de atuação, no mesmo veículo – cinema -, no mesmo ano. Vai ser difícil ela não receber sua primeira estatueta do Oscar no próximo mês.

Emocionante também foi a surpresa de Sally Hawkins, outra britânica, ao receber seu globo de melhor atriz de comédia/musical, por Happy-Go-Lucky. E a elas se juntou mais um britânico: Danny Boyle. Quem diria que o homem que fez Transpotting e Cova Rasa um dia estaria como o mais premiado de uma noite tão estrelada em Hollywood? Seu filme, Slumdog Millionaire, levou para casa os quatro prêmios em que concorria: melhor filme – drama, diretor, roteiro e trilha sonora.

Confirmando o previsto, o australiano Heath Ledger recebeu o globo póstumo de ator coadjuvante merecidamente por Batman – O Cavaleiro das Trevas, a Pixar arrebatou melhor animação para WALL-E e o supervalorizado Vicky Cristina Barcelona o de melhor filme – comédia/musical. The Wrestler levou a melhor canção para o tema homônimo composto por Bruce Springsteen e também o melhor ator em drama para Mickey Rourke. Engraçado foi ver Rubens Ewald Filho, na transmissão pela tevê, desancando Rourke. “Esquisitão” foi o adjetivo mais sutil usado pelo crítico. A língua venenosa de Ewald estava afiada e sobrou também para Laura Dern (“mas que pena , uma atriz tão boa, feia né?”) e muitas alfinetadas na HBO.

Colírio para os olhos, o irlandês Colin Farrell, que parecia ter feito um curso com Nicole Kidman do tipo “como ser bom ator e se envolver em 38 filmes ruins consecutivamente”, arrebatou o prêmio em comédia/musical por Na Mira do Chefe, jogando a má sorte de lado. Espero que ele não se inscreva agora no curso que a minha querida Julianne Moore ministra chamado “como ser excelente atriz e só se envolver em produções cujos temas ou papéis sejam polêmicos e mal vistos pelo grande público”.

Apesar de demorada, foi bom ver, além de algumas ótimas escolhas, várias veteranas no mesmo lugar. Meryl Streep, Glenn Close, Shirley MacLaine, Susan Sarandon, Emma Thompson, Jessica Lange, Sally Field, Eileen Atkins. Vamos combinar que se caísse uma bomba durante a cerimônia, Hollywood não teria quem fizesse os papéis de vovós a partir de 2010. Ah sim. Judi Dench não foi. Bem, ela teria que se desdobrar bastante no futuro. Graças a Deus, tudo correu em paz.

Daqui a duas semanas, é a vez do SAG Awards, o prêmio do Sindicato dos Atores. Como bem disse Leonardo Cruz na Folha deste domingo, lugar-comum e pura besteira achar que Globo de Ouro é uma prévia do Oscar. Há muito tempo que não é mais assim. Os prêmios dos sindicatos sim, revelam a verdadeira tendência dos votantes, uma vez que quase todos eles são filiados em seus respectivos sindicatos. Para os Globos, fica a fama da festa importante mais informal de Hollywood, os agradecimentos longos, as quebras de protocolo e muito pouca tendência. Mas Kate está dentro. Isso é certeza.

Melhores do Ano no Cinema

Posted in Buffet variado with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 3, 2009 by claesen

Apesar do Digestão ainda não ter completado um ano, o meu Claesen Awards para os melhores do cinema existe há bastante tempo.  Difícil para um cinéfilo não sair do cinema sem dar estrelinhas para um filme, sem elencar mentalmente as melhores qualidades do que acabou de assistir e também fazer, no final do ano, uma lista com o que de melhor viu e compará-la com a de outros cinéfilos e com os prêmios americanos.

Dezenas de anotações depois, mais de uma centena de filmes vistos, eis os melhores do ano divididos em 21 categorias, a maioria delas inspirada no Oscar, acrescidas de mais quatro que sempre gostei de fazer:

 MELHOR FILME

  • Do Outro Lado
  • Gomorra
  • O Segredo do Grão
  • Sinédoque, Nova York
  • Sweeney Todd

     O MELHOR FILME

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      Sinédoque, Nova York

MELHOR DIRETOR

  • Abdellatif Kechiche (O Segredo do Grão)
  • Charlie Kaufman (Sinédoque, Nova York)
  • Fatih Akin (Do Outro Lado)
  • Matteo Garrone (Gomorra)
  • Tim Burton (Sweeney Todd)

O MELHOR DIRETOR

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        Charlie Kaufman

 

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

  • A Era da Inocência
  • Do Outro Lado
  • O Segredo do Grão
  • Queime Depois de Ler
  • Sinédoque, Nova York

O MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

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Sinédoque, Nova York

 

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

  • Desejo e Reparação
  • Gomorra
  • Longe Dela
  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Sweeney Todd

        O MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

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Desejo e Reparação

 

MELHOR ATOR

  • Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)
  • Johnny Depp (Sweeney Todd)
  • Marc Labreche (A Era da Inocência)
  • Philip Seymour Hoffman (Sinédoque, Nova York)
  • Sam Riley (Control)

                                                                                                 O MELHOR ATOR

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Johnny Depp

 

MELHOR ATRIZ

  • Anne Hathaway (O Casamento de Rachel)
  • Ellen Page (Juno)
  • Helena Bonham-Carter (Sweeney Todd)
  • Julianne Moore (Ensaio Sobre a Cegueira)
  • Leandra Leal (Nome Próprio)

A MELHOR ATRIZ

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Julianne Moore

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE

  • Brad Pitt (Queime Depois de Ler)
  • Heath Ledger (Batman – O Cavaleiro das Trevas)
  • Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez)
  • Ralph Fiennes (A Duquesa)
  • Tommy Lee Jones (Onde os Fracos Não Têm Vez)

O MELHOR ATOR COADJUVANTE     

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Heath Ledger

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

  • Frances McDormand (Queime Depois de Ler)
  • Romola Garai (Desejo e Reparação)
  • Rosemarie DeWitt (O Casamento de Rachel)
  • Samantha Morton (Sinédoque, Nova York)
  • Sandra Corvelone (Linha de Passe)

      A MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

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Samantha Morton

 

MELHOR SEQUÊNCIA DRAMÁTICA

  • A explosão de gás (Sangue Negro)
  • Dança do ventre (O Segredo do Grão)
  • Primeiro dueto (Once – Apenas uma Vez)
  • Rock’n’Roll Queen (Rocknrolla)
  • Sequência final (Hanami – Cerejeiras em Flor)

A MELHOR SEQUÊNCIA DRAMÁTICA    

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Hanami – Cerejeiras em Flor

 

MELHOR SEQUÊNCIA CÔMICA

  • Dancing Queen (Mamma Mia!)
  • Esclarecimento para as amigas (Irina Palm)
  • Loja de tortas (Sweeney Todd)
  • Primeira punheta (Irina Palm)

A MELHOR SEQUÊNCIA CÔMICA

Sweeney Todd

 

ATOR MAIS GOSTOSO

  • Brad Pitt (Queime Depois de Ler)
  • James McAvoy (O Procurado)
  • Jason Lewis (Sex and the City – O Filme)
  • Tom Hardy (Rocknrolla)
  • Will Smith (Hancock)

   O ATOR MAIS GOSTOSO

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Tom Hardy

 

ATRIZ MAIS GOSTOSA

  • Angelina Jolie (O Procurado)
  • Ludvigne Seigner (Uma Mulher Dividida em Dois)
  • Natalie Portman (Um Beijo Roubado)
  • Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
  • Rachel Bilson (Jumper)

           A ATRIZ MAIS GOSTOSA

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Angelina Jolie

 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

  • Batman – O Cavaleiro das Trevas
  • Desejo e Reparação
  • Elizabeth – A Era de Ouro
  • Sinédoque, Nova York
  • Sweeney Todd

          A MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

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Sweeney Todd

 

MELHOR FOTOGRAFIA

  • Ensaio Sobre a Cegueira
  • Gomorra
  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Sweeney Todd
  • Um Beijo Roubado

A MELHOR FOTOGRAFIA

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Um Beijo Roubado

 

MELHOR FIGURINO

  • A Duquesa
  • Desejo e Reparação
  • Elizabeth – A Era de Ouro
  • Sex and the City – O Filme
  • Sweeney Todd

       O MELHOR FIGURINO

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Elizabeth – A Era de Ouro

 

MELHOR MONTAGEM

  • Batman – O Cavaleiro das Trevas
  • Desejo e Reparação
  • Gomorra
  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Sinédoque, Nova York

     A MELHOR MONTAGEM

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Onde os Fracos Não Têm Vez

 

MELHOR TRILHA SONORA

  • Desejo e Reparação
  • Once – Apenas Uma Vez
  • Rocknrolla
  • Sinédoque, Nova York
  • Sweeney Todd

     A MELHOR TRILHA SONORA

Desejo e Reparação

 

MELHOR CANÇÃO

  • “Falling Slowly”, Glen Hansard & Markéta Irglová (Once – Apenas uma Vez)
  • “If You Want Me”, Glen Hansard & Markéta Irglová (Once – Apenas uma Vez)
  • “I’m a Man”, Black Strobe (Rocknrolla)
  • “Tire Swing”, Kimya Dawson (Juno)
  • “When Your Minds Made Up”, Glen Hansard & Markéta Irglová (Once – Apenas uma Vez)

     A MELHOR CANÇÃO

“Falling Slowly” – Once – Apenas uma Vez

MELHOR SOM

  • Batman – O Cavaleiro das Trevas
  • Gomorra
  • Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Sweeney Todd

   O MELHOR SOM

Batman – O Cavaleiro das Trevas

 

MELHORES EFEITOS VISUAIS

  • Batman – O Cavaleiro das Trevas
  • Hancock
  • Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
  • Jumper
  • O Procurado

        OS MELHORES EFEITOS VISUAIS

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO

  • Eu Sou Porque Nós Somos
  • Fumando Espero
  • Patti Smith – Sonho de uma Vida
  • Shame

         O MELHOR DOCUMENTÁRIO

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Shame 

Balanço geral

No final das contas, os favoritos foram:

Sinédoque, Nova York que ficou com 4 prêmios de suas 8 indicações;

Sweeney Todd com 3 de 11 indicações;

Batman – O Cavaleiro das Trevas com 2 de  5 indicações;

e Desejo e Reparação com 2 de 5 indicações.

Um ano com vários bons roteiros originais, excelentes atrizes (tanto entre as protagonistas como entre as coadjuvantes inúmeras boas ficaram de fora) e uma dúzia de trilhas sonoras inesquecíveis –  tão díficil quanto escolher as cinco finalistas foi ter optar por uma delas, mas creio que a de Desejo e Reparação inscreve-se na história do cinema mundial e não podia passar em branco.

É isso. Desejo a todos um 2009 abarrotado de filmes incríveis e inesquecíveis para cada um!

Os Melhores do Ano na Música

Posted in Buffet variado with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 30, 2008 by claesen

 

Apesar de estar um pouco distante do Digestão nos últimos meses, em boa parte de 2008 falamos bastante de música por aqui. Novos vídeos, novos álbuns, bandas do mainstream ou pouquíssimo conhecidas garimpadas pelo mundo afora. Pois bem, o post de hoje traz o que de melhor rolou na música neste ano na opinião deste blog.

MELHOR BANDA REVELAÇÃO

thelastshadowpuppets

Assumindo suas raízes pop ou resgatando elementos rock dos 70’s ou dos até 60’s, duas bandas britânicas, duas americanas (com metade brasileira) e uma norueguesa foram os destaques do ano:

1. The Last Shadow Puppets

2. Blondfire

3. The Ting Tings

4. The Micropops

5. MGMT

MELHOR CANTORA REVELAÇÃO

santogold

Num ano em que tantas britânicas despontaram (Adele, Estele, Leona Lewis), este Top 5 vai também do resgate dos 60’s a uma quase (eu disse quase) cópia perfeita dos 80’s.  Bastante cosmopolita, a lista traz uma americana, uma britânica, uma sueca, uma norueguesa e uma neozelandesa:

1. Santogold

2. Lykke Li

3. Duffy

4. Ida Maria

5. Ladyhawke

MELHOR VÍDEO

Se no ano passado tivemos o sensacional clipe do Justice e a alegria coreografada da Feist, em 2008 as idéias ficaram mais modestas.  No entanto, substituindo as câmeras por scanners e lasers na captação das imagens, é difícil não escolher Radiohead (que chega ao Brasil em março) como o vencedor na categoria. Uma brincadeira com tarjas pretas que recobrem um montão de gente pelada, uma maçã como centro do universo e a luta altamtente sexy entre dois garotos estão entre os escolhidos do ano (clique no título para ver o vídeo):

1. Radiohead, “House of Cards”

2. Santogold, “L.E.S. Artistes”

3. The BPA, “Toe Jam”

4. The Presets, “This Boy’s in Love”

5. Weezer, “Pork & Beans”

6. Yeasayer, “Wait for the Summer”

7. Keane, “Spiralling”

8. Ladytron, “Runaway”

9. Roisín Murphy, “Movie Star”

10. R.E.M., “Man-Sized Wreath”

MELHOR ÁLBUM

Em 2008, muita gente achou o hype em torno dos aussies Cut Cupy (da mesma terra do The Presets) um exagero, teve gente que não se dobrou ao MGMT, que passou pelo Brasil, assim como o neo-disco do Glass Candy. Os Ting Tings viraram mainstream num piscar de olhos, parando até em trilha de novela global. Outros não acharam os recentes trabalhos de Ladytron e Madonna à altura de sua discografia. Do cinema, um delicado filme, Once, ganhou Oscar de melhor canção e trouxe uma trilha irrepreensível. Falem o que quiserem, mas o álbum do Blondifre (banda composta por dois irmãos com ascendência brasileira) é uma coleção de pérolas pop, definidos lá fora como uma banda sexy e intoxicante. E ainda tem The Last Shadow Puppets, que reuniu os vocalistas do Arctic Monkeys, Alex Turner e The Rascals, Miles Kane e conseguiu ser tão boa (ou até mais) que as bandas originais. Segue o Top 10:

1. The Last Shadow Puppets, “The Age of Understatement” (acima)

2. Blondfire, “My Someday”

3. Ladytron, “Velocifero”

4. Glen Hansard & Marketa Irglová, Trilha Sonora do Filme “Once – Apenas uma Vez”

5. The Presets, “Apocalypto”

6. Cut Copy, In Ghost Colours

7. Glass Candy, B/E/A/T/B/O/X

8. The Ting Tings, “We Started Nothing”

9. Madonna, “Hard Candy”

10. MGMT, “Oracular Spectacular”

MELHOR CANÇÃO

Sem sombra de dúvida, a categoria mais difícil. Apesar de muitos críticos resmugarem de que não foi um ano de músicas que entrarão para a história, diversas canções marcaram o ano e, se elas tornar-se-ão inesquecíveis ou não, o tempo irá dizer (clique no título para conhecê-las):

1. The Last Shadow Puppets, The Age of Understatement

2. Glen Hansard & Markéta Irglová, Falling Slowly

3. MGMT, Time to Pretend

4. Glass Candy, Beatific

5. Hercules & Love Affair, Blind

6. The Last Shadow Puppets, Standing Next to Me

7. Blondfire, Pretty Young Thing

8. Miss Kittin, Grace

9. Blondfire, All in My Mind

10. The Ting Tings, Great DJ

BÔNUS

Completam a lista das melhores, numa espécie de Top 23:

Glass Candy, Candy Castle

MGMT, Electric Feel

Madonna, Heartbeat

Cut Copy, Lights and Music

Ladytron, Black Cat

Ladytron, Versus

Hot Chip, Ready for the Floor

M83, Kim & Jessie

The Ting Tings, That’s Not My Name

The Presets, This Boy’s in Love

Miss Kittin, Kittin Is High

Neon Neon, I Lust U

Femme Fatale, Berlin

BÔNUS BÔNUS

Integram uma espécie de Top 55:

Lykke Li, I’m Good I’m Gone

Black Ghosts, Someway Through This

Keane, Spiralling

The Last Shadow Puppets, Calm Like You

Santogold, L.E.S. Artistes

MGMT, Kids

The Micropops, Moonlight

Cajun Dance Party, Time Falls

Blondfire, My Someday

Glen Hansard & Markéta Irglová, If You Want Me

Michael Cera & Ellen Page, Anyone Else But You

Ida Maria, Queen of the World

Death Cab for Cutie, I Will Possess Your Heart

Blondfire, Oxygen

Empire of the Sun, Walking on a Dream

Cut Copy, Feel the Love

The Last Shadow Puppets, My Mistakes Were Made for You

Madonna, Candy Shop

Sam Sparro, Black and Gold

Cajun Dance Party, The Next Untouchable

Veto, Duck Husk and Be Still

Glen Hansard & Marketa Irglová, When Your Minds Made Up

CSS, Rat Is Dead

Glasvegas, Daddy’s Gone

Kymia Dawson, Tire Swing

The Raveonettes, Aly, Walk With Me

Duffy, Mercy

The Ting Tings, Shut Up and Let Me Go

Ladytron, Runaway

The Last Shadow Puppets, In My Room

Ladytron, Predict the Day

Au Revoir Simone, Fallen Snow

Mostra de SP: Balanço e curiosidades da 32ª edição

Posted in Buffet variado with tags on novembro 5, 2008 by claesen

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Quarenta filmes, duas credenciais, uma pequena inflamação na garganta (devido ao ar-condicionado) e um dinheiro considerável gasto em donuts, cafés e chocolates entre uma sessão e outra, chegou ao fim a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

A repescagem vai até a próxima quinta-feira, mas dá para fazer um balanço do que aconteceu nessas quase três semanas de Mostra.

Surpresa ter visto fora da premiação o tão bem comentado pelo corredores filme cazaque Tulpan. Assim como o alemão, O Estranho em Mim, do qual pouco se falou e acabou vencendo o prêmio do júri. O comentário geral é de que não foi um ano de grandes filmes, de muita coisa que será retida na retina para sempre. Mas, se faltaram filmes inesquecíveis, diversas boas produções apareceram, seja do meio alternativo americano, dos tradicionais redutos europeus ou de países mais distantes. Infelizmente, para quem não frequentou, fica a triste notícia: muito do que se viu jamais irá estrear nos cinemas. Hoje em dia, até filmes de diretores premiados e conhecidos não encontram espaço no circuito (alguém saberia dizer quando Lust, Caution do Ang Lee ou Sonhando Acordado do Michel Gondry, ambos presentes na Mostra do ano passado, por exemplo, irão estrear?), o que dirá, então, de filmes de países como Suiça, Bolívia, Índia ou Sri Lanka?

É necessário parabenizar a excelente organização com os já famosos atrasos e cancelamentos das sessões reduzidos ao mínimo possível neste ano e ao bom atendimento de todos os profissionais que trabalharam no evento. A Mostra volta só em 2009, mas ainda este mês São Paulo recebe um braço do mineiro Festival Indie, o Festival Mix Brasil da Diversidade Sexual e o Festival do Cinema Francês. Cinfélios, recuperem-se rápido porque há mais coisas interessantes chegando.

DUAS ATITUDES BIZARRAS QUE COMBINARAM MUITO COM OS FILMES QUE ESTAVAM SENDO APRESENTADOS:

– Na sessão lotada do violentíssimo Gomorra, uma espectadora, inconformada com o falatório de dois rapazes – que estavam sentados bem à minha frente -, levantou-se e despejou parte do conteúdo de uma garrafa de água na cabeça de um deles e voltou ao seu lugar. O cara imediatamente levantou-se, pegou-a pelos braços enfurecido e começou a sacudí-la. A turma do deixa-disso entrou em ação e um minuto depois o cinema estava calmamente assistindo à violência – agora somente a dos italianos da tela.

– Numa sessão vespertina do moderno Se Nada Mais Der Certo, depois de uma hora de exibição, o filme começou a passar de trás para frente e de ponta-cabeça. Sim, as duas coisas ao mesmo tempo! Como estávamos vendo um filme de montagem acelerada, todos pensamos que se tratava da “proposta do diretor”. Até que quinze minutos depois, um funcionário da Mostra aparece, pára o filme e acende as luzes pedindo desculpas. A platéia inteira se olhou e caiu na gargalhada, já que pensávamos que se tratava de uma proposta inovadora e não passou pela cabeça de ninguém reclamar da projeção! rsrs

Até a próxima!

 

Mostra Internacional de SP: Balanço do primeiro final de semana

Posted in Buffet variado with tags , , , , , , , , , , , , , on outubro 20, 2008 by claesen

Difícil fazer um post para cada filme, uma vez que lugar de cinéfilo em época de Mostra é no cinema e não em casa, na frente do computador. Bom, mas até porque pedem-me indicações todos os dias e uma vez que um dos assuntos principais do Digestão é cinema, vamos a um resumo dos primeiros dias.

A Mostra para mim começou com os irmãos Coehn. Como bem disse Pedro Butcher na Ilustrada, nenhum cineasta americano soa tão desesperançoso como eles. Mesmo Queime Depois de Ler sendo uma comédia – e provocar boas gargalhadas – não espere sair do filme leve como se tivesse visto Kate Hudson escrevendo artigos sobre relacionamentos. Não, os irmãos Coehn são sombrios até quando fazem graça.

Foi em outra comédia a minha aposta seguinte, Rebobine, Por Favor. Dirigida pelo francês Michel Gondry, de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembraças, o filme é de um nonsense sem par. Protagonizado por Jack Black, ótimo humorista, mas afetado demais neste filme, o filme parte (assim como Brilho) de uma ótima premissa, mas que se esvai no decorrer do longa. A platéia – com mais moderninhos do que o clube Glória em suas festas fashionistas – parece não ter se importado. Riu a valer com as desventuras de dois trapalhões tentando salvar uma videolocadora. Com um final catártico e lacrimoso, eu boto minha mão com unhas roídas no fogo se ele não fizer tremendo sucesso quando estrear no circuito.

Tedium, por outro lado, é o tipo de filme que dificilmente estreará. Apesar de produções iranianas serem comuns nas telas de São Paulo, um docu-drama sobre transexuais do oriente médio não é exatamente um chamariz para público. Mas posso estar enganado. É louvável a coragem de se fazer um filme como esse, mesmo que o formato deixe bastante a desejar. Mas nada foi tão decepcionante como Alvorada em Sunset. O longa americano mostra a reunião de oito diferentes duplas em quartos no mesmo hotel. Com a premissa de refletir sobre as relações numa terra de aparências como Hollywood, o filme torna-se risível: malfeito, mal-editado e mal-interpretado, ele reume-se basicamente a uma piada só para cada situação. Exceção honrosa é a dupla formada por uma lésbica quarentona e uma massagista. Com reflexões bem colocadas e tiradas no lugar certo, é uma pena elas serem apenas 1/8 do filme.

O Silêncio de Lorna confirma que a Bélgica nos deu muito mais do que as batatas fritas, Tintin e o sobrenome Claesen desse jornalista. Estou falando dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne. Presença constante no Festival de Cannes, a dupla mais uma vez utiliza-se de personagens marginais para tecer uma história muito bem construída. Mais sobre ele, eu escrevo quando o filme estrear (em São Paulo, isto deve acontecer em novembro).

O Mix Brasil é apenas no próximo mês, mas Aquarela levou à sala o público que costuma lotar o festival de André Fischer. O filme contém boa parte do que os gays já passaram: o primeiro beijo, a primeira transa, o momento de contar para a mãe, a surra no colégio. A embalagem do longa é cafona até dizer chega (o piano na trilha sonora e a angústia do protagonista que não consegue se ver livre dos fantasmas do passado não descem), mas há coisas pertinentes por ali.

E encerrando meu primeiro final de semana na Mostra, há Gomorra (foto). Difícil imaginar que um filme me cause tamanho impacto durante o restante do festival. Antes mesmo do título aparecer na tela, o banho de sangue já teve início e muito sangue irá jorrar ainda para falar da Camorra, poderosa e temida organização criminosa italiana que movimenta milhões de euros e esteve envolvida até na reconstrução das torres gêmeas de Nova York. Diversos personagens cruzam-se num conjunto de prédios em que não há meio termo: ou você está contra ou a favor da máfia. “É a guerra”, frase que é ouvida repetidamente, através das paredes esburacadas, tanto por quem já está no fim da vida, como por quem mal terminou de brincar e já pega em armas e repassa drogas.

Não há concessões na trama de Matteo Garrone. Não se apegue a nenhum dos personagens, pois não haverá compaixão para os mesmos. A efeciente e pontuada trilha sonora marca o ritmo de uma trama intensa, precisa e irretocável. Tire as piadas de Cidade de Deus, acrescente os melhores momentos da crítica política e social que o cinema italiano já apresentou e você terá Gomorra. Segue o trailer:

Duran Duran: Mais anos 80 na terra da garoa

Posted in Buffet variado with tags , on outubro 1, 2008 by claesen

Exatamente uma semana depois da colorida Cyndi Lauper subir ao palco do Via Funchal, será a vez de outro ícone dos anos 80 manter o clima nostálgico do semestre: os britânicos do Duran Duran confirmaram shows nos dias 20 e 21 de novembro em São Paulo.

Segundo a coluna Ilustrada no Pop os ingressos custarão entre R$ 200 (pista) e R$ 400 (camarote e pista vip). E haja dinheiro para conseguir ver esse povo todo que anda desembarcando em Cumbica.

Segue uma das minhas canções favoritas dos reis na new wave e dos cabelos meticulosamente espetados. De 1983, a bacana Is There Something I Should Know?

PS: E eu fico me perguntando “será que minha amiga Margarete Pinto conseguirá vencer sua aversão a multidões dessa vez?”

Os westerns triunfurão de novo no Oscar?

Posted in Buffet variado, Petiscos with tags , , , , , on agosto 8, 2008 by claesen

Dois vencedores do Oscar e outros dois indicados encabeçam o elenco de Appaloosa. Ledo engano para quem achava que a temporada dos westerns tivesse se limitado a 2007.

A première está marcada para o Festival de Toronto em setembro e chega às telas americanas na primeira semana de outubro. É nessa época – o outono no hemisfério norte – em que boa tarde dos filmes com chances ao Oscar tem estreado.

Ed Harris atua e dirige o longa que conta ainda com Viggo Mortensen, Renée Zellweger e Jeremy Irons no elenco. Os Imperdoáveis (1992), o faroeste mais famoso da década, também dirigido por um ator, levou pra casa os principais prêmios da Academia naquele ano. Já em 2008, Os Indomáveis, celebrado pela crítica e querido do público americano, foi lembrado em apenas duas categorias técnicas. Vamos ver qual dos dois parentes famosos se parecerá mais com Appaloosa.