Ok, Madonna derrubou-os do topo da parada britânica de álbuns nesta semana.
Mas nada altera o fato de que The Age Of The Understatement, o primeiro single do álbum homônino do The Last Shadow Puppets, é uma das canções mais poderosas dos últimos tempos.
O Last Shadow é formado por Alex Turner (dos Arctic Monkeys) e Miles Kane (do The Rascals) e o projeto estava sendo aguardado há tempos, como todos já sabem.
Então, borae fazer o download das músicas e dizer o que vocês acharam?
Há dez anos eu me horrorizava com Violência Gratuita, produção austríaca do diretor alemão Michael Haneke, numa sessão da Mostra de Cinema.
Incomodou-me a tal ponto que cheguei a pensar em sair da sala, tal qual senhoras judias fazem hoje quando caem de pára-quedas em sessões de filmes politicamente incorretos ou sexualizados demais para as chupadoras de balas de menta dos Jardins.
Hoje, meus horizontes se abriram, e é possível que eu não fique nada desconfortável quando vir Funny Games, remake da mesma história, dirigido pelo próprio Haneke, mas agora com produção americana.
Naomi Watts (uma Nicole Kidman com escolhas menos desastrosas) e Michael Pitt (que tem se especializado em papéis controversos) encabeçam o elenco desse filme que conta a história de um casal (Watts e Tim Roth) com um filho pequeno que recebem a visita de dois jovens (Pitt e Brad Corbet), os quais propõem um jogo perigoso, sádico e com um fim imprevisível.
Depois de várias vezes adiada, agora a data é 19 de setembro para conferirmos se Michael Haneke (de Caché e A Professora de Piano) doura a pílula quando a produção envolve cifras mais altas ou se era este blogueiro que tinha estômago deveras sensível quando mais jovem.
Mais uma vez eu misturo cinema com música. Eita, isso está virando vício! rs
Se você achava Sir Ian McKellen um tanto sumido (seus últimos filmes foram O Código da Vinci e X-Men, ambos de 2006) é só botar na MTV. É isso mesmo. O rei dos palcos ingleses, famoso pelos seus personagens shakespearianos, agora também na versão videoclipe.
Os britânicos indies do Guillemots acabam de lançar seu segundo álbum, Red. O segundo single é este, Falling Out Of Reach. Música bacaninha e tranquila, bem diferente da anterior, a sexy e animada Get Over It.
Boa oportunidade para matar a saudade de Sir Ian, enquanto ele não volta às telas no aguadado The Hobbit, prometido para 2010.
Aliás, atores famosos fazendo pontas ou protagonizando videoclipes inteiros não é nenhuma novidade. Na próxima semana farei uma lista com os 10 melhores. E você pode me ajudar. Qual o videoclipe com um famoso que mais te marcou?
Está em cartaz, no Brasil, o mais recente filme de Woody Allen, O Sonho de Cassandra. Está nas lojas, do mundo todo, o mais recente álbum de Madonna, Hard Candy. Acabei de ver o filme, e percebi que este trabalho aproxima a visão que tenho desses dois artitas. Estranho? Vejamos…
Muita coisa se falou sobre o álbum da loira milionária nas últimas semanas. Confesso que esperei por algo terrível quando Madonna juntou-se a Timbaland, Pharrel Williams e Justin Timberlake (os reis da Billboard e do pop fácil) para produzir este cd. Confesso também que depois de um tempo eu já não esperava mais nada e, de tanto martelarem este assunto, o que eu queria mesmo é que Madonna fosse mandada para a lua e voltasse daqui há uns dez anos. Mas Madonna não foi. E o assunto em todos os lugares é Hard Candy.
Assim como Woody, a mãe da Lourdes Maria teve uma carreira meteórica e atingiu o topo bastante cedo. Conseguiu a maior vendagem de sua carreira com um álbum de estúdio logo com o 3º, True Blue (1986). Woody ganhou o Oscar ainda na década de 70, com Annie Hall. Ambos produziram muitas coisas bacanas depois, com altos e baixos.
Hard Candy, assim como o filme novo do Woody, tem vários elementos para dar certo. Tem a presença de profissionais competentes, é sofisticado, é um produto de “griffe” enfim.
Ao contrário do que muita gente (incluindo este blogueiro) achava, Madonna não ficou descaracterizada neste novo trabalho. Assim como antes do primeiro Woody Allen em Londres (Match Point) pensávamos que “todo Woody Allen TEM que ser em Nova York”, a loira não ficou menos pop, trabalhando com os reis da black music e do hip hop.
Hard Candy parece uma continuação natural de seus trabalhos anteriores, se virmos pela perspectiva de que Madonna sempre quer se reinventar. Se analisarmos pela ótica de que ela gosta de inovar, de trazer produtores novos para a cena musical, aí sim, veríamos uma incoerência, uma vez que ela preferiu nomes consagrados para se cercar.
Seu 11º álbum de estúdio soa black music, mas também soa dance, soa pop, soa Madonna, enfim.
Algum jornalista disse que a participação de Justin Timberlake, se compararmos o cd a um filme, seria como se ele tivesse feito uma ponta. Mas onde estava escrito de que esse era um álbum de duetos a la Simone e Zélia Duncan? Não. Este é um álbum de Madonna com seus colaboradores. E Justin cumpre muito bem o seu papel de coadjuvante. É acompanhada por ele, aliás, que ela tem dois dos melhores momentos do álbum: 4 Minutes e Dance Tonight.
Lembro-me de declarações dos senhores Justin e Timbaland dizendo que dariam uma roupagem black ao cd, mas que o mesmo seria bastante anos 80, remetendo à primeira fase da loira. E é isso que temos na já mencionada Dance Tonight, em She’s Not Me (que carece de um refrão forte), em Heartbeat (séria candidata à música do ano, a qual eu reproduzo aqui embaixo) e em Give It 2 Me (um dos pontos fracos do cd). Esta última lembra os lados B grudentos que Madonna cantava, algo como Jimmy Jimmy (de True Blue, 86) ou para citarmos algo mais recente, Amazing (de Music, 00). Um pena saber que ela será o próximo single a ser lançado.
Incredible, a faixa 7, é impossível de ser ouvida inteira. Antes encarar uma tortura S&M por 3 horas seguidas com o mais impiedoso dos mestres do que ouvir os seis minutos desta catástrofe. Não sei onde Madonna quis chegar com a mesma, mas fato é que não chegou.
Apenas uma balada integra o cd. Devil Wouldn’t Recognize You é o tipo de canção que me faz lembrar porque eu não gosto de Mariahs, Celines e Whitneys. É verdade que Madonna tem uma Crazy For You no seu caminho, mas geralmente suas baladas são cool, sem gritarias, sofisticadas, tão interessantes que quase não são baladas! (Ok, meu lado romântico não é lá muito desenvolvido, minha gente).
No final, é isso. Hard Candy não é nenhum Manhattan ou A Rosa Púrpura do Cairo, mas é um trabalho que faz sentido e prova que Woody Allen, ops, Madonna, ainda está em forma.
Cotação (0 a 5): 4,0 - Petit four
PS: Este post foi escrito por livre e espontânea PRESSÃO de Welton Trindade. A pessoa mais obcecada por Madonna que já se teve notícia no globo. Parece que só nos fiordes islandeses existe um fã que rivaliza com ele. Mas é tão frio, mas tão frio por lá que a coleção de centenas de cds que o islandês possui precisa ser aquecida por 23 focas que se revezam sentando 24 horas por dia em cima dos mesmos a fim de aquecê-los. E como a matança de focas está em alta… É, Welton, acho que a sua coleção está melhor guardada… rs
Então, todos já souberam: Cansei de Ser Sexy, ou simplesmente CSS, lançou single novo, Rat Is Dead (Rage), o qual aparece aqui no final, ainda sem o vídeo da canção.
Sim, todos já comentaram: os moderninhos paulistanos que conquistaram o mundo têm álbum novo na praça a partir de julho, chamado Donkey.
Ok, todos já entenderam: eles eram um sexteto e viraram um quinteto. Eles faziam electro e o novo disco, a julgar pelo primeiro single, agora é rock.
Pois bem, vamos combinar uma coisa? Por mais incoerente que isso possa parecer, uma vez que me colocam na tribo dos “moderninhos”, apenas uma frase: Cansei do Cansei. Next.
A Inglaterra é pródiga em bons comediantes. Que o digam Monty Python e seus inúmeros sucessos na tevê e no cinema, os quais formaram um legião de seguidores - inclusive no Brasil.
A série Absolutely Fabulous surgiu bem depois (no início da década de 90) e, se não conquistou a tela grande como seus antecessores, deixou sua marca e virou referência cult em boa parte do planeta.
Ab Fab, para os íntimos, girava em torno de duas personagens deliciosas, de tão surreais: Edwina Monsoon (Jennifer Saunders), uma decoradora de interiores atrapalhada e consumista e Patsy Stone (Joanna Lumley), uma editora de moda alcoólatra e pedante.
Melhores amigas? Desde sempre. Traços em comum? Todos: o humor ácido, os venenos contra o mundo da moda, os vícios, o desprezo por todos (inclusive pela própria filha de Edwina!!), as orgias sexuais do passado, as drogas, as compras, as manias, os inimigos, as gafes com as celebridades, os barracos, enfim!
Poucas séries de tevê puderam se dar ao luxo de irem tão fundo no sentido denotativo da expressão “politicamente incorreto”.
Lá se vão onze anos desde que a conheci pelo canal Eurochannel nas noites de terça-feira, mas Patsy continua a mesma: com uma garrafa de vodca na mão e um cigarro na outra, com seus figurinos da Harrod’s e seu penteado a la Ivana Trump. E hoje a loira faz aniversário. A idade? Bom, Patsy Stone conhece os segredos de todos e como eu não tenho um passado tão imaculado quanto o de uma Grazi Massafera da vida, é melhor não mexer com ela, não é?
Com tantas bandas e canções bacanas e deliciosas surgindo num ano que nem sequer chegou ao meio, é triste quando nos deparamos com uma surpresa nada digerível.
Scarlett Johansson, amada pelos fotógrafos de moda e respeitada por várias boas escolhas no meio cinematográfico, resolveu arriscar-se em outro metier. Isso por si só não é uma surpresa, já que seu álbum, Anywhere I Lay My Head, havia sido anunciado desde o ano passado.
A má notícia é que a loira não canta lá grandes coisas. A vontade que dá ouvindo a homenagem a Tom Waits, Falling Down - primeiro vídeo extraído do álbum -, é imitar Karen Walker (do extinto seriado Will & Grace) e simplesmente balançar a cabeça com ar de superioridade e dizer: No, Scarlett. No.
Este parece ser um bom ano para a música no cinema. Um ano com trilhas instrumentais poderosas como as de Desejo e Reparação e Sangue Negro, que devem entrar para a história. E 2008 também vai sendo marcado por ótimas canções originais. Primeiro foi Kimya Dawson com suas músicas delicadas para Juno, depois Norah Jones pontuando perfeitamente Um Beijo Roubado e agora chegam as canções de Once - Apenas Uma Vez.
O filme é uma produção irlandesa que despontou no circuito alternativo americano no final do ano. Dirigido pelo desconhecido John Carney, o longa é um musical moderno que conta uma história de amor. Quase todas as canções foram escritas por Glen Hansard e Markéta Irglová.
Glen é o Cara. Ele conserta aspiradores de pó numa loja com o pai e toca suas canções nas ruas de Dublin a troco de dinheiro. Markéta é a Garota. Ela imigrou da República Tcheca com a mãe e a filha e faz pequenos trabalhos para sustentar a casa.
Ele já sofreu muito por amor. Após o rompimento com a ex-namorada, pela qual foi traído, compôs as canções, que norteiam o filme. Um dia, ela o ouve e se sensibiliza com as suas letras doloridas, desesperadas, magoadas. Ela também tem um passado musical. Toca piano muito bem e rascunha algumas letras que compõe.
Através das ruas e do mar inóspito de Dublin, eles vão se descobrindo. Compondo, cantando e aprendendo a cicatrizar as suas feridas. Mas ele tem uma história não concluída. E ela também.
Há algumas pessoas que, no final de cada relação, escrevem um mero poema (como alguns jornalistas de sobrenome Claesen rs) e há outras que compõem sinceras e magníficas canções de amor. Como neste filme.
Aqui, a vencedora de melhor canção no Oscar 2008, Falling Slowly. E um dos filmes mais simples, mais encantadores e mais tristes do ano.
Bem antes de impressionar o universo pop com seus vídeos exuberantes e até mesmo antes de lançar-se como cantora na extinta banda Sugarcubes (alguém se lembra do hit Deus, de 1988?), Bjork já era original até em comercial de tevê.
Dêem uma olhada neste anúncio de um condicionador da linha islandesa Glerbrot. Não se parece exatamente com aqueles comerciais da L’oreal ou da Seda, de artistas dubladas se esbaldando no chuveiro e depois balançando a cabeleira escovada. Até nisso Bjork é única.
Oracular Spetacular, um dos sérios candidatos a álbum do ano, dos norte-americanos do MGMT, tem tantas canções bacanas que é difícil destacar alguma. Então, um boa maneira de falar de cada uma separadamente é quando a banda (e a gravadora, por supuesto) resolve lançar os vídeos para cada canção.
Chegou a vez de Electric Feel. Para muita gente, a melhor música do cd. Não espere nada muito elaborado do vídeo, além de uma brincadeira com as cores, tintas e uma garota fazendo caras e bocas no estilo Lolita. Já está ótimo até aqui!
Outro ícone da música, Marianne Faithful, está em cartaz nas telas paulistanas. Se Um Beijo Roubado tem em seu pedigree participação no Festival de Cannes em 2007, Irina Palm tem Berlim.
O longa de Sam Garbarski conta a história de uma viúva, Maggie, moradora do subúrbio de Londres e com uma triste realidade: seu neto está com um doença gravíssima. O único tratamento factível é levá-lo à Austrália e o mais rápido possível. Caso contrário, não haverá mais chances. Tanto Maggie quanto seu filho e nora já esgotaram seus empréstimos possíveis em bancos e boa parte dos amigos e da vizinhança já fez sua contribuição.
Desorientada e com um único pensamento na cabeça - arranjar dinheiro - Maggie se vê dentro de um inferninho que continha um “procura-se atendentes” na porta. Conversando com Miklos, o dono do lugar, ela capta o eufemismo. Atendente, neste caso, não é exatamente uma recepcionista de videolocadora. A função? Masturbar os clientes através de um buraco na parede (os chamados ‘glory holes’) durante todo o dia.
O tempo corre e a viúva não exita muito. O dinheiro é necessário e se faz urgente. E a perspectiva de ganho de 600 a 800 dólares semanais é tentadora. O filho, as amigas e os vizinhos (e, ao lado destes estão duas das cenas mais deliciosas e engraçadas do ano e que só um filme passado na Inglaterra consegue ter) notam a sua ausência no bairro e na sua rotina de jogo de cartas e das visitas ao neto no hospital.
Mas Maggie está ocupada. Bastante ocupada e fazendo um bem à nação inglesa, como lhe diz uma de suas colegas de profissão. E agora ela já não é mais a viúva e careta Maggie e, sim, Irina Palm, a mão mais disputada e famosa do SoHo londrino. Filas de homens ávidos por um pouco de prazer formam-se no clube a sua espera.
Marianne Faithfull é uma atriz bissexta. Consultando seu perfil no site IMDb, você fica sabendo que ela foi a primeira pessoa a pronunciar a “f word” no cinema, em 1967. Ousadias, portanto, estão no cardápio desta cantora, famosa por seus versos em suas canções de rock, por sua conturbada relação com Mick Jagger no passado e, agora, quem sabe, por uma das interpretações mais singelas e corajosas do ano.
Todos sabemos que, para participar de um longa, é necessário tirar o registro profissional (no Brasil, chamado de DRT). Mas, se dependesse diretamente do mérito e talento para que cada profissional fosse registrado, Marianne honraria muito bem cada uma dessas letrinhas que lhe dão a alcunha de ATRIZ.
De tempos em tempos, artistas de outras áreas aventuram-se na telona e obtêm grande êxito. Num passado recente, quem me vem à memória para melhor exemplificar isto é a islandesa Bjork. A cantora mergulhou quase ao limite da insanidade para compor sua conturbada e poética Selma, de Dançando no Escuro. Jurando nunca mais participar de um longa, depois da experiência com o “carrasco” Lars Von Trier, Bjork deixou-nos simplesmente com a melhor interpretação feminina do ano de 2000 (premiada com a Palma de Ouro em Cannes).
Dois outros ícones da música estão em cartaz atualmente e, se não tão viscerais quanto a islandesa, mostram que dão conta do recado muito bem. A primeira delas é Norah Jones. Cantora de voz macia, que embala romances nas novelas das oito globais e detentora de inúmeros Grammy, ela vive Elizabeth (ou Lizzie ou Beth) no mais recente longa de Wong Kar-Wai, Um Beijo Roubado.
Kar-Wai é um cineasta meticuloso que dá tanta atenção à fotografia e à trilha sonora quanto ao roteiro. Vendo os seus filmes você sempre fica em dúvida sobre o que está mais bem elaborado, de tão sofisticado que tudo lhe parece. Seu último longa, 2046, foi, na opinião do modesto dono deste blog, o melhor filme de 2006.
Um Beijo Roubado é sua primeira incursão na América. Tanto o título original - My Blueberry Nights - quanto o brasileiro, numa rara ocasião, traduzem perfeitamente o espírito do filme. Nele, Beth (ou Lizzie ou Elizabeth) é uma garota que atravessa o país para esquecer um amor. Entre Nova York, Memphis e Las Vegas, cruzam o seu caminho Jeremy (Jude Law, cada vez mais sexy e melhor ator), um dono de bar que reconhece as pessoas pelos pedidos e que também cura as feridas de uma relação desfeita; Arnie (David Strathairn), um policial alcoólatra inconformado com a separação de Sue Lynne (a estonteante Rachel Weisz) e Leslie (Natalie Portman, com a cara de Britney Spears), uma viciada em jogo perdida na relação de amor e ódio que mantém com seu pai.
A Lizzie (ou Beth ou Elizabeth) do final da história não é a mesma do começo. Todos os personagens têm um objetivo simples, o difícil é colocarem em prática o que desejam. No fundo, o que eles querem é se encontrar.
Wong Kar-Wai adaptou um antigo curta-metragem seu em homenagem à Norah Jones. Ele não escondeu de ninguém que o filme só existe por causa dela, sua inspiração máxima para compôr a personagem principal. Proibiu-a de fazer aulas de interpretação para que não lhe afetassem a naturalidade. A julgar pelo resultado, se a mesma resolver encarar um Actor’s Studio, não vão sobrar muitos papéis para as Kate Hudson e Gwyneth Paltrow da vida! Norah Jones brilha!
Sim, já falamos de Lykke Li aqui.
Sim, este vídeo está em vários sites hoje.
Sim, já andam me cobrando por falar só de novidades e não dar atenção às bandas antigas (não é, Thiago Behrndt??)
Mas impossível não postar o novo vídeo desta sueca bacana que dá de dez na francesa Yelle, a favorita dos moderninhos. A canção se chama I’m Good, I’m Gone.
E é isso mesmo, Lykke Li. Bota essa velharada para se mexer porque esse povo é muito sedentário e só que saber de fila de farmácia e bingo na igreja!
Julianne Moore, a melhor atriz do globo terrestre (quiçá de outros lugares da galáxia também), foi clicada por Peter Lindbergh para a edição de maio da revista Harper’s Bazaar.
A atriz, de 47 anos, participou de um ensaio no qual recriou várias pinturas clássicas e contemporâneas famosas. Difícil escolher apenas algumas para postar aqui.
Nascida na Carolina do Norte, sul dos Estados Unidos, e morando em Nova York há 25 anos, na entrevista ela diz, entre risos, que gosta de parecer cool, mas sem ser muito notada. Deliciosamente franca, ela discorre sobre vários assuntos. A respeito dos presidenciáveis, ela teme John McCain. “As pessoas não percebem o quanto ele é conservador. Ele é muito, muito conservador.”
Cinco vezes indicada ao Oscar e com um curriculum que inclui uma ex-atriz pornô em Boogie Nights, uma esposa e mãe que faz uma escolha dolorosa e inexorável em As Horas e uma ricaça decadente que transa com o próprio filho em Savage Grace, seu próximo trabalho, prestes a sair do forno, é Blindness - Cegueira, novo filme de Fernando Meirelles, pelo qual seu nome já ronda as prévias do Oscar para 2009.
Segundo ela, o que mais a desaponta na vida é a sua interpretação. “Minhas expressões são sempre as mesmas. Eu tento fazer algo diferente e, quando assisto, percebo: é sempre a mesma cara! Sempre o mesmo olhar. Há coisas que você não pode mudar e você sempre fica com a mesma cara.”
Ok, Julianne, eu não sei se você é louca ou a pessoa com a maior auto-crítica do mundo, mas, acredite, você nunca é a mesma! Pois não há atriz mais próxima da perfeição do que Julianne Moore.
Peter Greenaway é o que se pode chamar de um verdadeiro artista multimídia.
Seus filmes são mais do que cenas alinhavadas a um roteiro e uma trilha sonora composta para eles.
Por vezes, as imagens sucedem-se como se fossem quadros em movimento. Em outras, elas aparecem simultâneas na mesma tela, evidenciando sua opção por uma forma de narrativa moderna para quem está acostumado com a linguagem multitarefa dos computadores.
Além disso, os longas do diretor britânico geralmente giram em torno de um mesmo tema. Ele é obcecado por uma idéia e a desenvolve até o limite. Foi assim com Afogando em Números (198 e O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante (1989).
A mesma fórmula aparece em O Livro de Cabeceira (1996). Nagiko (Vivian Wu) é uma jovem apaixonada pelas palavras. Ela conhece Jerome (Ewan McGregor) e começa desenvolver a habilidade de escrever em seu corpo. Não demora para que ela passe a entregar os capítulos de um livro, prometido a um editor, amante de Jerome, nos corpos dos homens. Para cada capítulo, um homem diferente.
O efeito visual do filme é tão elegante quanto inspirador. Ewan McGregor no mesmo ano que despontou para o mundo em Trainspotting, era uma promessa cheia de frescor.
É um daqueles filmes para rever e se entregar a uma outra maneira de contar uma história.